O ministro dos Negócios Estrangeiros da Rússia afirmou esta quinta-feira que o Reino Unido não pode ignorar as questões “legítimas” de Moscovo relativamente ao envenenamento do antigo espião russo Sergei Skripal, e acusou o Reino Unido e os países do ocidente de inventarem um pretexto para a expulsão em massa de diplomatas russos.

Numa conferência em Moscovo, Serguei Lavrov acusou o Reino Unido de “fazer pouco da ética diplomática” ao acusar a Rússia de ser responsável pelo ataque que deixou o antigo espião russo e a sua filha em estado crítico.

“Os colegas ocidentais dizem-se apoiantes da democracia, mas estão a tentar evitar todos os princípios democráticos quando lidam com outros países”, disse o chefe da diplomacia russa.

Serguei Lavrov foi mais longe e disse mesmo que o envenenamento é um “pretexto criado para uma expulsão massiva de diplomatas russos que não tem precedentes”, que tem como objetivo “demonizar a Rússia”.

O governante russo respondia assim ao esforço coordenado dos Estados Unidos e da União Europeia que levou à expulsão de mais de uma centena de diplomatas russos no mês passado.

Esta quarta-feira, a Organização para a Proibição de Armas Químicas rejeitou o pedido da Rússia para que a investigação ao uso do agente nervoso que deixou o antigo espião e a sua filha em estado crítico seja conjunta, ou seja, que a Rússia participe na investigação.

A Rússia já pediu uma reunião de emergência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, no qual é um dos seus membros com assento permanente, que se deve realizar esta quinta-feira.