A Câmara de Setúbal quer proibir o trânsito entre a praia da Figueirinha e o Creiro na próxima época balnear, para evitar os congestionamentos provocados pelo estacionamento nas bermas da estrada, confirmou à agência Lusa fonte da autarquia.

A medida, anunciada pela presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, ao jornal regional Setúbal Mais, ainda não foi aprovada pelo executivo camarário, de maioria absoluta CDU, mas a autarca setubalense já dá como certa a implementação das restrições ao tráfego automóvel a partir do próximo dia 01 de junho.

De acordo com o jornal, os veraneantes só poderão deslocar-se de automóvel até à praia da Figueirinha, onde haverá apenas 200 lugares de estacionamento pago. O transporte de passageiros para as outras praias da Arrábida deverá ser assegurado por um vaivém, a partir do Centro Comercial Alegro e da estação da Rodoviária na avenida 5 de outubro.

Segundo revelou a autarca setubalense ao mesmo jornal, o plano prevê ainda a proibição do trânsito entre a zona do Edifício dos Pilotos e o Portinho da Arrábida, com exceção dos veículos de emergência, bem como dos veículos de moradores e comerciantes, e de motas, mediante um cartão de autorização de circulação emitido previamente pela Câmara Municipal de Setúbal.

Contactada pela agência Lusa, Maria das Dores Meira escusou-se a revelar mais pormenores sobre as restrições no acesso às praias da Arrábida, adiantando apenas que as medidas em causa serão em breve anunciadas, de forma mais detalhada, à comunicação social e aos setubalenses.

De ano para ano, as dificuldades no acesso às praias da Arrábida têm vindo a agravar-se, apesar dos sucessivos apelos aos automobilistas para não estacionarem de forma a impedir a circulação de outras viaturas e da fiscalização da GNR.

As multas aplicadas a centenas de automobilistas com viaturas mal-estacionadas nas bermas da única estrada de acesso às praias, muito estreita, que dificultam ou inviabilizam a passagem de outras viaturas, designadamente de veículos de emergência, não têm sido suficientemente dissuasoras para minimizar as dificuldades de acesso às praias da Arrábida durante os meses de verão.