Cabo Verde

Trabalhadores da TACV com salários em atraso, Governo garante regularização

Os trabalhadores da companhia aérea cabo-verdiana, TACV, têm salários em atraso. A empresa garante que serão regularizados entre "hoje e terça-feira". Governo também garante regularização.

ANTONIO COTRIM/LUSA

Os trabalhadores da transportadora aérea pública cabo-verdiana TACV estão com o salário do mês de março em atraso, mas o Governo garantiu esta segunda-feira que a situação será regularizada até terça-feira.

No sábado, a agência cabo-verdiana de notícias Inforpress noticiou que trabalhadores da TACV ainda não tinham recebido o salário de março, habitualmente pago até dia 20 de cada mês, com a administração a garantir que a regularização estava feita.

Questionado neste dia pelos jornalistas, o secretário de Estado das Finanças, Gilberto Barros, respondeu que os salários serão regularizados “entre hoje e terça-feira”. Gilberto Barros não explicou os motivos para o atraso no pagamento dos salários, mas sublinhou os problemas financeiros por que passa a empresa pública de aviação cabo-verdiana.

“Não é segredo nenhum em Cabo Verde que a empresa tem tido uma situação de falência técnica. Para se resolver isso, é preciso um período de transição, que acredito está praticamente no fim e teremos em breve boas notícias sobre essa situação”, prometeu a tutela.

Questionado sobre se está a haver uma priorização no pagamento à Icelandair, a que a TACV aluga os aviões e parte da tripulação, em detrimento dos trabalhadores da TACV, Gilberto Barros disse que não. A administração da TACV justificou os atrasos no pagamento dos salários com questões relacionadas com a transferências interbancárias.

A TACV, que acumulou mais de 100 milhões de euros de passivo, apenas efetua operações internacionais e deixou de fazer voos domésticos que, desde agosto, passaram a ser asseguradas pela Binter Cabo Verde.

Paralelamente, o Governo assinou um acordo com o grupo Icelandair para a gestão da operação internacional da companhia e a reestruturação da empresa com vista à sua privatização, num processo que deve implicar a saída da empresa de mais de 200 trabalhadores.

A companhia iniciou em fevereiro as suas atividades operacionais a partir da ilha do Sal, estando também em negociação para a transferência de trabalhadores, e tem em andamento um programa de rescisão por mútuo acordo e de pré-reforma. O Governo anunciou que já tem uma verba de 13,3 milhões de euros para o pagamento de indemnizações.

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