Um assessor do Líder Supremo do Irão disse esta terça-feira que “não ficará sem resposta” o ataque aéreo a uma base síria na madrugada de segunda-feira, que terá matado sete iranianos e que é atribuído a Israel. Ali Akbar Velayati falava à chegada à capital síria, segundo a agência estatal iraniana IRNA.

Um ataque com mísseis visou a base aérea T-4, conhecida como Tiyas ou Al-Tifur, localizada no centro da Síria, na madrugada de segunda-feira, fazendo pelo menos 14 mortos, entre os quais soldados sírios e estrangeiros, incluindo pelo menos três iranianos. A agência iraniana Tasnim indicou que foram sete os iranianos mortos no ataque à base, que a Síria e a Rússia, aliada de Damasco como Teerão, atribuíram a Israel.

A Síria considerou que o ataque aéreo israelita foi uma represália ao alegado ataque com armas químicas perpetrado pelas forças do regime no sábado contra a cidade rebelde de Douma, em Ghouta Oriental, arredores de Damasco, que fez pelo menos 40 mortos, enquanto a Rússia precisou que “dois aviões F-15 da Força Aérea de Israel, sem entrar no espaço aéreo sírio, lançaram a partir do território libanês oito mísseis contra o aeroporto de Al Taifur”.

Israel não fez qualquer comentário sobre o ataque, mas o ministro da Defesa, Avigdor Lieberman, afirmou neste dia que o Estado hebreu não aceitará que Irão se estabeleça na Síria. “Não permitiremos uma fixação iraniana na Síria seja qual for o preço a pagar, não temos outra opção”, declarou Lieberman numa conferência de imprensa na zona ocupada dos montes Golã.

Sem se referir ao ataque à base aérea síria, Lieberman adiantou: “autorizar essa fixação seria aceitar que o Irão nos estrangulasse”. O Irão não reconhece Israel e o Estado hebreu vê Teerão como uma ameaça existencial e denuncia regularmente o seu apoio ao movimento libanês Hezbollah, poderosa milícia xiita que enfrentou numa guerra em 2006.

Em fevereiro, Israel realizou um ataque aéreo a uma base militar síria, tendo acusado o Irão de ter lançado a partir dela um drone que entrou no espaço aéreo israelita. O Irão classificou as acusações de “ridículas”.