Ao fim de quase 20 anos na Casa dos Representantes, Paul Ryan está de saída. O republicano vai retirar-se no final do ano e abdica de tentar a reeleição como presidente daquele órgão. “Percebes uma coisa quando assumes estas funções: é um grande trabalho, em que muita coisa dependente de ti, mas que não dura para sempre”, disse Ryan aos jornalistas depois de confirmar as notícias de que ia deixar as suas funções.

“Esta manhã, o presidente [da Casa dos Representantes] Ryan partilhou com os seus colegas que este será o seu último ano como membro da Casa”, já tinha referido o seu adjunto Brendan Buck numa declaração aos jornalistas. “Ele vai cumprir o seu mandato até ao fim, vai cortar a fita da meta, e depois vai retirar-se em janeiro”, disse Brendan. “Depois de quase 20 anos na Casa, o presidente está orgulhoso de tudo o que alcançou e está pronto para dedicar mais tempo a ser marido e pai”, acrescentou o adjunto de Ryan.

O Presidente dos EUA já reagiu à notícia, dizendo que Ryan é “verdadeiramente um bom homem” e que, apesar de não correr para a reeleição, “deixa um legado de conquistas que ninguém pode negar”.

O presidente da Casa dos Representantes chegou ao lugar em 2015, substituindo — na altura com “relutância”, como o próprio já admitiu — John Boehner, e tinha assento naquele órgão desde 1999. A decisão de sair é recente, uma vez que ainda em janeiro, numa entrevista à CBS, Ryan deixou em aberto a possibilidade de manter-se em funções para lá das eleições intercalares de 2018 — em março chegaria mesmo a negar notícias que anunciavam a sua decisão de não tentar a reeleição.