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Conflitos

Risco de conflito entre potências no ponto mais alto desde a Guerra Fria

Análise que a consultora de risco político AON fez a quase 200 países a nível mundial conclui que o risco de violência política aumentou pelo terceiro ano consecutivo.

YOUSSEF BADAWI/EPA

A consultora de risco político AON considerou esta quarta-feira que o risco de um conflito envolvendo as maiores potências mundiais com implicações para várias regiões está no ponto mais elevado desde o fim da Guerra Fria. “Apesar de a agitação civil e o terrorismo dominarem os ‘ratings’ para a maioria dos países, a probabilidade de um conflito interestatal envolvendo grandes potências chegou, em nossa opinião, ao ponto mais elevado desde o fim da Guerra Fria”, escrevem os analistas no relatório sobre o Mapa de Risco Político 2018.

No relatório elaborado pela consultora de risco político AON, em parceira com a RiskAdvisory e a Continuum Economics, liderada pelo economista Nouriel Roubini, os analistas explicam que “a crescente competição geopolítica e um défice de liderança na diplomacia internacional contribuem para sustentar ou aumentar os riscos de conflito armado”. Isto, acrescentam, “significa que os países mais vulneráveis ficam num risco maior de violência interna e estão mais expostos à instabilidade que emana de conflitos externos”, não apenas nos tradicionais mercados emergentes ou em desenvolvimento, mas também nas economias desenvolvidas.

“A nossa análise mostra um aumento dos riscos estratégicos devido à deterioração da governação em regiões que já estão em dificuldades e revela também uma perspetiva mais combativa por parte dos governos face ao risco”, afirmam os analistas, notando que “os governos populistas aumentaram o potencial para a dissidência interna, bem como para o conflito transfronteiriço, resultando em eventos violentos que afetam áreas mais vastas”. A análise que a AON fez a quase 200 países a nível mundial conclui que o risco de violência política aumentou pelo terceiro ano consecutivo, com 17 países a receberem uma avaliação pior do que a do ano passado e apenas seis a melhorarem o ‘rating’.

Entre os países analisados, 40% estão expostos a riscos de terrorismo e sabotagem, enquanto 60% estão expostos a ataques, motins e riscos de agitação civil, e um terço dos países estão expostos a riscos de guerra civil, guerra transfronteiriça e risco de golpes de Estado. Para esta análise, a AON utiliza seis indicadores, sendo o primeiro o risco de Violência Política, que analisa a possibilidade de haver ataques, motins, sabotagens, terrorismo, guerra, guerra civil ou um golpe de Estado, entre outros.

O risco de Transferência de Divisas refere-se ao risco de o país ser incapaz de fazer pagamentos em moeda estrangeira devido à imposição de controlos sobre a moeda local. O risco de Não Pagamento Soberano tem a ver com o risco de um governo, empresa pública ou uma entidade governamental não honrar as suas obrigações financeiras. O risco de Interferência Política relaciona-se com a intervenção governamental na economia ou em outras áreas de políticas que afetem negativamente os interesses fora do país, por exemplo nacionalizações ou expropriações.

As Perturbações à Cadeia de Distribuição revelam-se no risco de haver uma perturbação no fluxo de bens ou serviços do ou para o país em resultado de instabilidade política, social, económica ou ambiental. Por último, o Risco Regulatório ou Legal é o risco de perdas financeiras ou reputacionais em resultado de dificuldades no cumprimento das leis, regulamentos ou regras de determinado país.

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