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António Costa esteve numa visita oficial de dois dias a Londres e a imprensa britânica esteve de olhos postos no primeiro-ministro português. A Bloombergdescreve-o como sendo “um líder clássico de centro-esquerda, nos mesmos moldes do ex-primeiro-ministro do Reino Unido, Tony Blair”. A agência de informação financeira escreve que Costa é um “grande fã” de Emmanuel Macron e que até agora ele e o seu governo se tornaram “numa espécie de causa célebre para a esquerda Keynesiana da Europa, que vêem o sucesso das políticas portuguesas como uma prova do caso contra a austeridade”.

“Costa, no entanto, vê o caminho do Governo com um cuidado calibrado para não ser nem fiscalmente expansionista nem austero”, lê-se no artigo, que também faz referência ao facto de Mário Centeno ter sido escolhido para liderar o Eurogrupo e de Portugal ser uma zona livre de populistas, por enquanto.

Numa entrevista em Londres, António Costa falou da economia, que cresceu 2,7% no último ano, dos “imigrantes relativamente bem integrados, no país”, o que faz com que haja “menos espaço político para os populistas crescerem”.

A Bloomberg diz que Portugal esteve entre os países mais afetados pela crise, que precisou da intervenção da troika para recuperar e que o PS conseguiu formar Governo, apesar de não ter sido o partido mais votado nas eleições legislativas. Mas lembra que a economia portuguesa permanece “frágil”, que a dívida pública continua a ser a terceira maior na zona Euro.

“Os críticos dizem que o governo confiou demasiado no crescimento acentuado e no aumento do turismo, mas que fez muito pouco para tornar a economia mais competitiva no longo prazo. Apesar de o rácio da dívida pernate o PIB ter baixado, em termos absolutos, a dívida pública bruta está a aumentar”, lê-se no artigo.

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