O presidente da Juventus, Andrea Agnelli, pediu a demissão do chefe da arbitragem da UEFA, Pierluigi Collina, após a eliminação do clube italiano da Liga dos Campeões de futebol frente aos espanhóis do Real Madrid.

Agnelli defendeu a mudança “a cada três ou cinco anos” do responsável pela arbitragem, acrescentando que Collina, por ser italiano, compensa ao fazer “nomeações imparciais” na Série A. O também presidente da Associação Europeia de Clubes exigiu ainda que a UEFA recorra ao videoárbitro (VAR) na Liga dos Campeões.

“Temos a tecnologia para evitar esses erros. A UEFA não é contra o VAR, só tem um problema técnico que precisa de ser resolvido. Se o problema é instruir os árbitros de todas as federações, temos de deixar alguns deles de lado e fazer um curso rápido”, referiu.

Estas declarações de Agnelli ocorreram um dia depois da eliminação da Juventus, finalista da ‘Champions’ em 2016/17, frente ao Real Madrid, bicampeão, após o jogo na capital espanhola, em que os anfitriões beneficiaram de uma grande penalidade nos descontos para reduzir a desvantagem para 3-1, por uma alegada falta de Benatia sobre Lucas Vazquez.

Na sequência da decisão do árbitro britânico Michael Oliver, que permitiu ao avançado português Cristiano Ronaldo marcar o seu 15.º golo na presente edição da prova, o guarda-redes italiano Gianluigi Buffon foi expulso, por protestos.

“É triste que termine assim. Eu estava muito perto da jogada. Marcar um penálti como este aos 90+3 minutos, mostra que não és um homem, és um animal. Tens uma lata de lixo no sítio do coração”, afirmou Buffon. O guarda-redes de 40 anos enalteceu que a equipa foi eliminada, mas saiu da competição de “cabeça levantada”, após vencer em Madrid, por 3-1. Na primeira mão, os ‘merengues’ tinham vencido em Turim, por 3-0.

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