O Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, inicia esta quinta-feira uma visita à província de Cabo Delgado para promover investimentos numa zona do norte do país que tem sido palco de ataques esporádicos de homens armados desde outubro de 2017. O chefe de Estado tem prevista passagem por Mocímboa da Praia, onde um grupo armado com aparente inspiração islâmica matou dois agentes da polícia e outros quarto elementos das forças de segurança.

Desde então sucederam-se conflitos pontuais em povoações no mato, nos arredores, mas a polícia disse ser prematuro associar todas as novas ocorrências naquela região ao mesmo grupo que sitiou Mocímboa durante dois dias. O último caso aconteceu há um mês, quando uma pessoa morreu e várias casas foram queimadas num ataque à aldeia de Chitolo.

Filipe Nyusi vai visitar sucessivamente os distritos de Balama, Muidumbe, Mueda, Ibo e Palma, e tem uma agenda preenchida com “visitas a empreendimentos de interesse económico e social”, destaca nota da Presidência moçambicana. O chefe de Estado vai inaugurar as minas de grafite de Balama, promover novas unidades hoteleiras e passar pela área de construção de um empreendimento industrial de liquefação de gás natural na península de Afungi – um investimento global de 25 a 30 mil milhões de dólares, um dos maiores de sempre em Moçambique.

A agenda inclui encontros com os governos locais, reuniões com diversos segmentos da sociedade e comícios populares. Na deslocação a Cabo Delgado, acompanham Filipe Nyusi diversos membros do Governo, entre os quais, o ministro da Defesa Nacional, Atanásio M’tumuke, o ministro do Interior, Basílio Monteiro, e ainda os titulares das pastas dos Recursos Minerais e Energia, Max Tonela, e do Ambiente, Celso Correia.