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A Rússia testou a propagação do agente nervoso que envenenou Sergei e Yulia Skripal em maçanetas de portas. A informação faz parte de um dossiê enviado pelo Governo do Reino Unido ao secretário-geral da NATO que também revela que os e-mails do antigo espião russo e da filha eram vigiados pelos serviços de inteligência do Kremlin desde 2013.

A carta, enviada por Mark Sedwill, o conselheiro do Governo britânico para a segurança nacional, tornou públicas três páginas de informação que era até aqui confidencial. O The Guardian conta que, no documento, é possível ler que o novichok, o agente nervoso utilizado para envenenar Sergei Skripal e a filha, foi desenvolvido no centro de pesquisa russo em Shikhany, como parte de um programa de armas químicas sob o nome de código “Foliant”.

Durante os anos 2000, a Rússia começou um programa para testar meios de propagar agentes químicos e treinar pessoas de unidades especiais para o uso destas armas. O programa incluiu consequentemente a investigação de maneiras de propagar agentes nervosos, incluindo a sua aplicação em maçanetas de portas. Na última década, a Rússia tem produzido e armazenado pequenas quantidades de novichok sob o mesmo programa”, explicou Mark Sedwill na carta enviada Jens Stoltenberg, o secretário-geral da NATO.

Sergei e Yulia Skripal, pai e filha, foram envenenados por um agente nervoso a 4 de março, em Salisbury, no Reino Unido. O ataque tem sido atribuído ao regime russo e provocou a expulsão de vários diplomatas do país por parte de diversas nações europeias. Yulia Skripal saiu do hospital na passada semana e o ex-espião, ainda que se mantenha internado, já não está em estado crítico.

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