Espanha

Metro de Madrid com plano para retirar amianto de 53 estações nos próximos oito anos

Empresa que gere o metropolitano garante que "não há uma presença maciça de amianto" e que as maiores concentrações de material tóxico encontram-se em espaços técnicos vedados ao público

MARISCAL/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O Metro de Madrid vai executar um plano de oito anos para retirar amianto de 53 das 301 estações da rede urbana e suburbana, divulgou hoje a empresa.

A companhia apresentou estes dados aos sindicatos na Comissão de Acompanhamento para a Estratégia de Ação para a Gestão do Amianto, criada em março.

Fontes da empresa disseram à agência EFE que “não há uma presença maciça de amianto” nas estações de Metro de Madrid e que na maioria dos casos o material tóxico encontra-se em lugares técnicos fechados, aos quais não têm acesso nem os trabalhadores do Metro nem os utentes deste transporte público.

Entre 2018 e 2021 haverá intervenção nas estações de Manuel Becerra, Príncipe de Vergara, Alfonso XII, Diego de León, Gran Vía, Pavones, Sainz de Baranda, Avenida de América, Alonso Martínez, Metropolitano, Ciudad Universitaria, Duque de Pastrana, Cuzco, Santiago Bernabéu, O’Donnell, Bilbao, Tribunal, Guzmán El Bueno, García Noblejas e Nuevos Ministerios.

De 2021 a 2023, o plano será aplicado às estações de Esperanza, Arturo Soria, Prosperidad, Artilleros, Estrella, Ibiza, Núñez de Balboa e Cruz del Rayo.

Este material tóxico também será eliminado de outras 25 estações entre 2023 e 2025, incluindo as estações de Concha Espina, Pío XII, Ventilla, Barrio del Pilar, Herrera Oria y Conde de Casal.

O Metro de Madrid anunciou em março o investimento de 140 milhões de euros para a retirada de amianto em toda a rede, depois de ter sido divulgado o caso do primeiro trabalhador cujo cancro foi diagnosticado como estando associado à exposição àquele material tóxico.

Antes da entrada em vigor, em 2002, da proibição da produção, comercialização e instalação de produtos fabricados com amianto em Espanha, o Metro de Madrid pôs em marcha ações para identificar onde podia encontrar-se este material e evitar o contacto com ele.

A Procuradoria da Comunidade de Madrid abriu recentemente um inquérito-crime por eventual delito, a partir de denúncia da Inspeção de Trabalho, pela presença de amianto naquela rede de transportes da capital espanhola.

A Assembleia Municipal de Madrid constituiu a 13 de abril uma Comissão para investigar a presença de amianto no Metro de Madrid, promovida por três grupos da oposição: PSOE, Podemos e Ciudadanos.

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