Caso Lava Jato

Apoiantes de Lula da Silva ocupam triplex do ex-Presidente. “Se é do Lula, o povo pode ficar”

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Cerca de 30 manifestantes pró-Lula invadiram o triplex do Guarujá, o apartamento do ex-Presidente brasileiro que está no centro do processo que levou à condenação de Lula da Silva.

Getty Images

Um grupo de manifestantes pró-Lula ocupou o apartamento do ex-Presidente do Brasil, o famoso triplex do Guarujá, empreendimento no centro do processo que condenou o petista a 12 anos e um mês de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

De acordo com a Folha de São Paulo, cerca de 30 pessoas, do Movimento dos Trabalhadores Sem Tecto (MTST), invadiram o imóvel e fixaram bandeiras na varanda contra a prisão de Lula da Silva. Os manifestantes saltaram o muro, arrombaram um dos acessos, e subiram até ao apartamento.

“Se o apartamento é do Lula [da Silva], o povo foi convidado e pode ficar lá. Nós queremos saber quem vai pedir reintegração de posse. Se não é do Lula, o poder judicial vai ter que explicar por que é que prenderam o Lula por conta desse tríplex”, afirmou Guilherme Boulos, coordenador do movimento.

Guilherme Boulos é um dos principais aliados de Lula da Silva e, recentemente filiou-se a um partido de esquerda para concorrer à Presidência do Brasil nas eleições de outubro.

A Polícia Militar brasileira chegou ao local e negociou com o grupo a saída do imóvel. Depois de mais de duas horas de ocupação, o movimento aceitou deixar o apartamento.

O líder do Movimento dos Trabalhadores Sem-teto (MTST), Guilherme Boulos, usou as redes socais para afirmar que a prisão de Lula da Silva é uma farsa judicial e que os manifestantes têm o direito de ficar no apartamento já que a Justiça disse que ele pertence ao ex-presidente brasileiro.

O juiz Sérgio Moro, responsável pelos processos da Operação Lava Jato em primeira instância, e três juízes do Tribunal Regional Federal da 4ª região (TRF4), corte de segunda instância, deram como provado que este apartamento de luxo foi dado a Lula da Silva como um suborno pela construtora OAS e condenaram o ex-presidente a 12 anos e um mês de prisão.

O ex-presidente brasileiro começou a cumprir esta pena em regime fechado no dia 8 de abril, quando se entregou e foi levado para as instalações da polícia federal na cidade brasileira de Curitiba.

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