Crime

Autoridades supeitam de milícias no homicídio de vereadora no Rio de Janeiro

Ação das milícias é a principal hipótese investigada pela polícia para explicar a morte de Marielle Franco. Os assassinos e mandantes do crime ainda não foram identificados pelas autoridades.

Marcelo Sayao/EPA

Autor
  • Agência Lusa

O ministro da Segurança Pública do Brasil, Raul Jungmann, afirmou esta segunda-feira que a ação das milícias é a principal hipótese investigada pela polícia para explicar a morte da vereadora Marielle Franco, assassinada há um mês no Rio de Janeiro. “Eles [investigadores] partem de um grande conjunto de possibilidades e vão afunilando pouco a pouco. Estão, praticamente, com uma ou duas pistas fechadas”. A “mais provável hipótese [para explicar o assassinato] remete este crime muito provavelmente a atuação das milícias no Rio e Janeiro”, disse Raul Jungmann numa entrevista à rádio CBN.

A hipótese sobre o envolvimento de milícias no assassinato de Marielle Franco tem sido referida por diversas vezes, mas o Governo brasileiro ainda não havia falado abertamente sobre esta hipótese. As milícias são organizações criminosas, compostas de ex-polícias ou agentes no ativo corruptos, que controlam diferentes áreas do Rio de Janeiro disputando o controlo de territórios de favelas com traficantes, cuja presença aumentou na última década.

Marielle Franco foi morta numa ação com características de execução a 14 de março, após sair de um evento com mulheres negras. Os assassinos e possíveis mandantes do crime ainda não foram identificados pelas autoridades brasileiras. Na sua atuação política, a vereadora Marielle Franco costumava defender minorias e denunciar casos de violência contra moradores das favelas ‘cariocas’.

Estruturas internacionais como a Organização das Nações Unidas (ONU), a Human Rights Watch (HRW) e a Amnistia Internacional têm exigido publicamente que o Governo brasileiro desvende o crime e puna os culpados.

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O PS manda. O PCP governa-se. O BE policia. O PR diverte-se. A democracia apodrece. E, sim, porque havemos de querer contrariar este estado de coisas? Não podemos deixar-nos ir simplesmente?

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