Zona Euro

Partido de Merkel critica projetos de Macron para a zona euro

A União Democrata Cristã criticou nomeadamente a ideia de criar um orçamento específico da zona euro para apoiar os investimentos. "Não penso que seja uma boa ideia", disse o número dois do partido.

HAYOUNG JEON/EPA

O partido conservador da chanceler alemã, Angela Merkel, demarcou-se das propostas do Presidente francês, Emmanuel Macron, para a reforma da zona euro, na véspera de um discurso do chefe de Estado francês no Parlamento Europeu.

A União Democrata Cristã de Angela Merkel, criticou nomeadamente a ideia de criar um orçamento específico da zona euro para apoiar os investimentos, através da voz da número dois do partido, Annegret Kramp-Karrenbauer, próxima da chanceler alemã. “Não penso que seja uma boa ideia” ter um segundo orçamento separado do que já existe para a União Europeia (UE), afirmou, salientando que a UE já enfrenta vários desafios orçamentais na sequência do Brexit.

Adiantou ainda que os países da zona do euro já representam 85% do orçamento total da UE, pelo que a questão principal “é o orçamento da União Europeia”, destacou. Kramp-Karrenbauer falava após uma reunião entre deputados do Partido Democrata Cristão e seu aliado bávaro (CSU), um movimento ainda mais cético em relação às propostas europeias do primeiro-ministro francês, Emmanuel Macron.

Os deputados já tomaram uma posição que reflete o seu ceticismo, em particular no que diz respeito ao projeto do Fundo Monetário Europeu (FME) que envolve um mecanismo para ajudar os países em dificuldades na zona do euro. Os deputados conservadores de Angela Merkel condicionam a criação de um mecanismo deste género à reforma dos tratados europeus, o que torna a sua criação muito improvável.

Exigem, além disto, que o mecanismo seja independente da Comissão Europeia que consideram demasiado tolerante com os Estados-membros com défices orçamentais e recusam que este Fundo ajude os governos a enfrentar “crises conjunturais”, como pretende Bruxelas.

Defendem que o FME só poderá intervir em caso de problemas no reembolso da dívida e em troca de esforços significativos de poupança nos países em questão. Esta tomada de posição na véspera do discurso do Macron no Parlamento Europeu em Estrasburgo, é um balde de água fria para a França.

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Helena Matos

O PS manda. O PCP governa-se. O BE policia. O PR diverte-se. A democracia apodrece. E, sim, porque havemos de querer contrariar este estado de coisas? Não podemos deixar-nos ir simplesmente?

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