Myanmar

Primeira família de muçulmanos rohingya regressou a Myanmair

Uma primeira família de muçulmanos rohingya, que se encontrava exilada no Bangladesh, regressou a Myanmair. "Os cinco membros desta família regressaram para junto de familiares", anunciou o governo.

STRINGER/EPA

Autor
  • Agência Lusa

Uma primeira família de muçulmanos rohingya, que se encontrava exilada no Bangladesh, regressou a Myanmar, anunciou o governo da antiga Myanmair. “Os cinco membros desta família regressaram para junto de familiares em Maungdaw”, indicou. O governo comprometeu-se a “verificar as dificuldades encontradas pelos que fugiram por causa do conflito” a fim de “melhorar o processo de repatriamento”.

A notícia surge depois de o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados (ACNUR) e o Bangladesh assinarem este domingo um memorando de entendimento para garantir um regresso voluntário, seguro e digno dos refugiados da minoria muçulmana rohingya à Myanmair (atualmente Myanmar). O acordo de cooperação foi assinado em Genebra, na Suíça, pelo Alto Comissário da ONU para os Refugiados, o italiano Filippo Grandi, e pelo secretário de relações exteriores do Bangladesh, Shahidul Haque.

Mais de 670 mil rohingyas estão refugiados desde meados de agosto passado no território bangladeshiano. Estes refugiados são oriundos do Estado de Rakhine (oeste da Myanmair) e fugiram depois de terem sido vítimas de uma campanha de repressão por parte do exército birmanês. Estes refugiados juntaram-se a outros 200 mil rohingyas que já estavam a viver no território do vizinho Bangladesh.

O êxodo dos rohingyas teve início em meados de agosto, quando foi lançada uma operação militar do exército birmanês contra o movimento rebelde Exército de Salvação do Estado Rohingya devido a ataques da rebelião a postos militares e policiais. Desde que a nacionalidade birmanesa lhes foi retirada em 1982, os rohingyas têm sido submetidos a muitas restrições: não podem viajar ou casar sem autorização, não têm acesso ao mercado de trabalho, nem aos serviços públicos (escolas e hospitais). A campanha de repressão do exército birmanês contra esta minoria já foi classificada pela ONU como uma limpeza étnica e como uma das crises humanitárias mais graves do início do século XXI.

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