Macau

Macau quer mais investimentos e operações financeiras com países lusófonos

O chefe do Executivo de Macau quer mais investimentos em renminbi com os países lusófonos e diz que as "características próprias da economia de Macau" o vão permitir.

JEROME FAVRE/EPA

Autor
  • Agência Lusa

Macau pretende desenvolver mais investimentos e mais operações financeiras em renminbi, com os países de língua portuguesa, anunciou esta terça-feira o chefe do Governo, na Assembleia Legislativa (AL).

Chui Sai On defendeu que as “características próprias da economia de Macau” vão possibilitar “desenvolver mais investimentos com os países de língua portuguesa”, assim como “a criação de plataformas para operações financeiras em renminbi” com os países lusófonos.

O chefe do executivo, que se deslocou à AL para responder a perguntas de deputados, anunciou ainda que “vai ser criada uma academia de formação de médicos especialistas” e que “os trabalhos preparatórios já foram concluídos”. “Já foram convidados médicos e especialistas para integrarem a academia”, afirmou.

Questionado pelo deputado municipal e presidente da Associação Comercial de Macau, Kou Hoi In, sobre o estado do desenvolvimento da construção da região Grande Baía Guangdong-Hong Kong-Macau, o chefe do executivo disse “estar a aguardar a publicação do projeto”.

Chui Sai On assumiu que o projeto da Grande Baía visa “facilitar a circulação de bens e pessoas” entre as regiões que a integram. O responsável realçou ainda que a construção da Grande Baía vai permitir a Macau aprofundar a cooperação a nível regional e integrar-se no desenvolvimento do país e referiu a conclusão das negociações do fundo de desenvolvimento da Grande Baía de 20 mil milhões de renminbi (cerca de 2,5 mil milhões de euros).

Avisou, contudo, que Macau tem antes de preparar-se “em termos jurídicos e comerciais” para poder retirar o melhor proveito possível. Além de Guangdong, Hong Kong e Macau, a região da Grande Baía abrange nove localidades: Cantão, Shenzhen, Zhuhai, Foshan, Huizhou, Dongguan, Zhongshan, Jiangmen e Zhaoqing.

Na sua intervenção, o deputado José Pereira Coutinho denunciou que muitas pessoas ainda não foram ressarcidas devido aos danos causados pelo tufão Hato, especialmente os donos de lojas e veículos automóveis. Chui Sai On ripostou, afirmando que “até abril, já tinham sido dados 82% dos subsídios”.

Em resposta ao deputado Si Ka Lon sobre a construção de uma “cidade inteligente” em Macau, Chui Sai On lembrou a assinatura de um protocolo com a multinacional chinesa Alibaba para “acompanhar a evolução internacional”.

“Assinámos um protocolo de cooperação com a Alibaba no sentindo de acelerar a construção de um centro de computação em nuvem e a criação de uma plataforma de megadados”, afirmou, sem mais pormenores.

Antes do início dos trabalhos na assembleia, a Associação Novo Macau contestou uma ordem executiva, assinada na segunda-feira pelo secretário para os Transportes e Obras Públicas, Raimundo do Rosário, que permite aos portadores de carta de condução chinesa conduzirem em Macau.

O deputado pró-democracia Sulu Sou Ha Kou disse aos jornalistas que esta ordem executiva nunca devia ter sido implementada “sem antes se ter realizado uma consulta pública”.

O mais jovem deputado de Macau, de 26 anos, foi acusado, tal como o antigo presidente da Associação Novo Macau Scott Chiang, de desobediência qualificada por um protesto realizado a 15 de maio de 2016. O Tribunal Judicial de Base (TJB) de Macau marcou para 14 de maio o julgamento de Sulu Sou, cujo mandato foi suspenso pela AL, em dezembro.

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