A bomba foi largada pelo responsável da Opel pelas Vendas e Marketing, Peter Kuespert. A marca alemã, agora controlada pelos franceses da PSA, irá reduzir em cerca de 530 o número dos concessionários que possui espalhados pela Europa, o seu principal mercado. Tudo porque os franceses, comandados pelo português Carlos Tavares, CEO da PSA, determinaram que há grandes diferenças entre o nível de desempenho dos 1.600 concessionários que constituem a rede de vendas no Velho Continente.

A decisão faz parte do plano PACE, que a PSA concebeu para recuperar a Opel e interromper o ciclo de 15 anos de prejuízos consecutivos que a marca alemã obteve, quando era pertença dos americanos da GM. O objectivo é ter uma rede focada em ser mais eficaz, com Kuespert a acreditar que “compensará ter concessionários focados na rentabilidade e no desempenho”.

De realçar que a PSA cancelou os contratos com todos os concessionários actuais este mês, com dois anos de pré-aviso, pelo que em 2020 serão assinados novos contratos de representação, mas com um reduzido número de concessões. Aos futuros representantes será imposto – e subsidiado – um menor número de exigências no capítulo de imagem, áreas e afins, centralizando os apoios “nos objectivos comerciais e na satisfação do cliente”, afirmou Kuespert à Automotive News, resumindo a estratégia de uma forma muito clara:

Vamos oferecer aos nossos melhores concessionários uma hipótese de ganhar mais dinheiro.”

A Vauxhall, o “braço” britânico da Opel não irá passar ao lado destes cortes, sendo que os ingleses lidam com problemas adicionais, devidos ao Brexit. A economia a definhar e sobretudo a falta de confiança no futuro por parte dos consumidores, têm provocado uma quebra nas vendas e, logo, a uma redução na procura por veículos, novos ou usados.