O Serviço Nacional de Saúde tinha, no final do mês de março, pagamentos em atraso no valor de 717 milhões de euros, anunciou esta quarta-feira o ministro da Saúde, Adalberto Campos Fernandes, no Parlamento, onde esteve a responder às perguntas dos deputados da comissão de Saúde.

O valor das dívidas em atraso (dívidas com mais de 90 dias) registado no final de março representa uma descida face a janeiro, em que as dívidas em atraso eram de 951 milhões de euros.

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O ministro da Saúde explicou que estes são os “efeitos visíveis” do plano de aumento do capital dos hospitais públicos no valor de 1,4 mil milhões de euros, lançado no último ano para pagar as dívidas aos fornecedores.

“Os efeitos dos 400 milhões de euros de reforço e dos 500 milhões de aumento de capital estatutário são visíveis. Vamos cumprir o que prometemos e ainda faltam 500 milhões de euros”, afirmou o ministro aos deputados.

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Adalberto Campos Fernandes mostrou aos deputados um gráfico com a evolução da dívida e dos pagamentos em atraso e, voltando-se para o grupo dos parlamentares do PSD, afirmou: “Fizemos mais em dois anos do que vocês em quatro.”

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Os deputados sociais-democratas, porém, criticaram a falta de transparência na divulgação destes dados. A deputada Ângela Guerra, do PSD, criticou longos prazos de pagamento aos fornecedores, que no final de 2017 estavam, em média, em 230 dias.

Na audição, o ministro da Saúde voltou a insistir que “não há um único euro de cativações no setor da Saúde” e anunciou ainda que a nova ala pediátrica do Hospital São João, no Porto, deverá estar concluída em dois anos.