Exploração Espacial

O regresso do Falcon 9 à Terra depois de largar um satélite com genética portuguesa para o espaço

A NASA pediu à SpaceX que levasse um satélite caça-planetas com genética portuguesa para o espaço. Depois de largar o TESS no espaço, o foguetão Falcon 9 regressou são e salvo a Terra. Foi assim.

É como ver um vídeo a rebobinar. Depois do foguetão Falcon 9 da companhia privada SpaceX ter largado no espaço um satélite desenvolvido pela agência espacial norte-americana NASA, as partes reutilizáveis da máquina regressaram a casa e aterraram com sucesso na plataforma “Of Course I Still Love You” que a empresa de Elon Musk tem no Oceano Atlântico para receber os foguetões recicláveis.

Veja o momento da aterragem aqui.

O foguetão regressou com sucesso à Terra oito minutos depois do lançamento do TESS, satélite caça-planetas parcialmente preparado por uma equipa de portugueses, para uma órbita elíptica em torno da Terra. Seria preciso esperar quase uma hora após o lançamento para ver o TESS ser largado em órbita. Agora, o satélite da NASA está a estabilizar a órbita, a testar as tecnologias e preparar-se para daqui a seis meses começar a dar-nos novidades sobre planetas que possam suportar vida nas vizinhanças do Sistema Solar. Abaixo pode ver o vídeo que mostra o momento em que o TESS abandona a cápsula do Falcon 9 e começa a missão de dois anos em busca de exoplanetas.

O facto de a SpaceX conseguir fazer regressar os foguetões que utiliza nas várias missões para que é contratada é a grande vantagem que tem em relação a outras companhias privadas e às agências governamentais: é que reaproveitar um foguetão significa um investimento inicial muito grande nos materiais, que têm de ser mais resistentes, mas uma poupança muito maior no custo das missões. Terá sido precisamente por causa desses valores que a agência espacial norte-americana pediu à SpaceX que fosse até ao Cabo Canaveral lançar um satélite que já desenvolve há décadas e que, nos próximos dois anos, vai permitir conhecer e estudar entre 200 mil e 250 mil exoplanetas.

A SpaceX de Elon Musk demonstrou a supremacia nos transportes espaciais em fevereiro quando fez levantar voo e regressar o Falcon Heavy, atualmente o foguetão mais poderoso do mundo. Tudo porque nunca se levou para o espaço um veículo com tantos motores (embora o Saturn V da NASA levasse mais carga), porque  Delta IV Heavy da United Launch Alliance gasta 350 milhões de dólares de cada vez que levanta voo enquanto o Falcon Heavy fica-se apenas pelos 90 milhões e porque, assim, Elon Musk fica mesmo mais perto de levar a humanidade até Marte.

Entretanto, a SpaceX tem sido requisitada pela NASA para lançar missões espaciais para o espaço e para transportar carga até à Estação Espacial Internacional, uma espécie de laboratório gigante onde os astronautas trabalham em projetos científicos. Esta quarta-feira foi a vez do TESS, um satélite caça-planetas com genética portuguesa, começar uma aventura de pelo menos dois anos. Pode rever o vídeo completo de todo o lançamento da missão e do regresso do foguetão à Terra no vídeo abaixo.

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