Os resultados na atividade doméstica do BPI aumentaram quase triplicaram (uma subida de 175%), para 118 milhões de euros, informou o banco, que anunciou nesta sexta-feira 210 milhões de euros em lucros consolidados no primeiro trimestre. A atividade doméstica contribuiu, assim, com mais de metade (56%) dos lucros totais.

O lucro líquido recorrente na atividade em Portugal foi de 58 milhões de euros mas a esses resultados somam-se os ganhos de 60 milhões com a reavaliação da participação na Viacer, na sequência do acordo de venda, explicou o banco. A venda dessa participação financeira na empresa que controla a Super Bock, por 233 milhões, implicou uma reavaliação do valor ao ativo, o que gerou um ganho de 60 milhões de euros.

Descontando esse efeito, os lucros recorrentes aumentaram 24% em relação ao primeiro trimestre de 2017, informou o banco em comunicado enviado à CMVM.

Além da atividade doméstica, o BPI contou com uma contribuição de cerca de 91 milhões de euros, para os lucros, vinda das participações no angolano BFA e no moçambicano BCI.

Outro indicador destacado pelo banco, que hoje realizou a assembleia-geral na cidade do Porto, é que a carteira de crédito às empresas em Portugal aumentou em 251 milhões, o que é uma subida de 3,5% em relação ao período homólogo. No que diz respeito ao crédito a particulares, ele subiu 0,4% no segmento hipotecário e 4% em “outro crédito a particulares”, isto é, crédito ao consumo, sobretudo.

A margem financeira do banco liderado por Pablo Forero subiu 3,6% no primeiro trimestre, para 101,5 milhões, um indicador que diz respeito à diferença entre aquilo que o banco paga se financiar (designadamente, aquilo que paga pelos depósitos) e a rentabilidade dos créditos que concede. Os depósitos de clientes aumentaram 3,1%, acrescentou a instituição.

Os lucros foram, também, ajudados por um aumento de 11,9% na cobrança nominal de comissões. Por outro lado, os custos de estrutura e os custos com pessoal caíram, 0,5% e 7,3%, respetivamente.