Os lucros da Sumol+Compal recuaram 12,4% em 2017, face ao ano anterior, para 9,2 milhões de euros, segundo informou esta sexta-feira a empresa.

“Os lucros líquidos atingiram os 9,2 milhões de euros, o que representa um decréscimo de 12,4% face aos 10,5 milhões de euros do período homólogo”, lê-se no comunicado enviado à imprensa.

De acordo com a empresa, o recuo verificado incorpora “o impacto de 0,3 milhões de euros, resultante da aplicação, no exercício de 2017, do IAS 29 [‘International Accounting Standard’] que considera a economia angolana como hiperinflacionária”.

As vendas totais da empresa de bebidas não alcoólicas atingiram, no período de referência, 347,7 milhões de euros, tendo as vendas em Portugal crescido 2,3% para 251,7 milhões de euros, “um novo máximo histórico”.

PUB • CONTINUE A LER A SEGUIR

Nos mercados internacionais, as vendas atingiram 96 milhões de euros, menos 4,2% em comparação com o valor obtido em 2016.

“Esta variação é justificada pela ‘performance’ [desempenho] no mercado angolano, onde as vendas líquidas registaram um decréscimo de 10,3% para 60,6 milhões de euros”, explicou.

A unidade de mercado de exportação registou um volume de negócios de 28,3 milhões de euros, o que se traduz num crescimento de 5,2%, em comparação com o ano anterior, suportado pelas vendas no mercado europeu, que cresceram 8,3% em valor.

As vendas realizadas nos mercados internacionais representam 27,6% das vendas totais da empresa.

“A Sumol+Compal registou um desempenho positivo no exercício de 2017, apesar de algumas condicionantes nos mercados, como foi o impacto do Imposto Especial de Consumo às bebidas adicionadas de açúcar, havendo a destacar os comportamentos positivos tanto da atividade nacional, como na generalidade dos mercados externos em que estamos presentes”, disse, em comunicado, o presidente executivo da empresa, Duarte Pinto.

Em 2017, a margem bruta perdeu 1,4% para 205 milhões de euros e os fornecimentos e serviços externos cresceram 2,7% para 110,4 milhões de euros.

Por sua vez, os gastos com pessoal ascenderam a 42,8 milhões de euros, mais 1,5% do que em 2016.

Segundo a Sumol+Compal, em consequência destas evoluções, os resultados operacionais (EBIT) recuaram 13,7% para 31,1 milhões de euros.

No exercício de 2017, o resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) atingiu 48,3 milhões de euros, valor que representa um decréscimo de 7,4% face a 2016 e que corresponde a 13,6% do volume de negócios.

“O investimento em ativos tangíveis ascendeu a 9,5 milhões de euros. A maioria realizou-se em Portugal, podendo ser caracterizado maioritariamente como investimento de substituição. O investimento em ativos intangíveis ascendeu a 4,5 milhões de euros, montante que corresponde a direitos contratuais celebrados com vista à fidelização de clientes”, adiantou o grupo.

Já a dívida remunerada líquida fixou-se em 225,5 milhões de euros.

Para 2018, a Sumol+Compal prevê que o aumento da carga fiscal e o desenvolvimento da atividade em Angola condicionem “bastante”, a curto e médio prazo, o desenvolvimento do negócio.