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Uns continuam a ficar por Alli, outros habituaram-se a chegar acolá: Man. United na final da Taça de Inglaterra

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Tottenham até marcou primeiro por Dele Alli, mas Alexis Sánchez e Herrera deram a volta e colocaram Manchester United na final da Taça de Inglaterra (2-1). José Mourinho vai lutar pelo 26.º título.

Alexis Sánchez aproveitou da melhor forma um cruzamento de Pogba ao segundo poste para empatar na primeira parte

Getty Images

– Seria um fracasso perder com o Tottenham e não ganhar nenhum título?
– Não.
– Porque acha que houve um progresso suficiente?
– Sim.

José Mourinho precisou apenas de duas palavras para responder a outras tantas questões e lançar a meia-final da Taça de Inglaterra em Wembley entre o Manchester United e o Tottenham, mas foi o suficiente para resumir o seu pensamento no último terço da época: qualquer que seja o resultado final, sentiu uma evolução. Depois, utilizou frases mais completas para falar de dois jogadores mais “criticados” da equipa, Paul Pogba e Alexis Sánchez (que, esta tarde, foram dois dos melhores e mais influentes jogadores do conjunto do treinador português).

“Disse-lhe depois do jogo com o Manchester City que não estava à espera que fosse o melhor jogador em todos os encontros que fazemos, que não estava à espera que fosse sempre fenomenal porque isso é muito difícil, mas o desafio é manter um certo nível em todas as partidas. Foi fenomenal com o City, não fez um bom jogo com o West Bromwich, foi fenomenal com o Bournemouth”, explicou sobre o francês. “Não estava à espera que o Alexis tivesse um impacto imediato esta temporada, na próxima vai render mais”, salientou a propósito do chileno.

Uma coisa é certa: se os red devils chegaram ao intervalo empatados a uma bola, muito devem a esta dupla, que criou e materializou o golo do empate aos 24′ onde o francês roubou a bola a Dembelé no último terço, cruzou largo ao segundo poste e o chileno, quase que parando no ar, desviou de cabeça sem hipóteses para Vorm. Antes e depois, foi o Tottenham a ter mais bola, mais oportunidades e mais futebol perante uma defesa do Manchester United que andou muitas vezes às aranhas e sem referências perante as movimentações de Dele Alli, Eriksen e Son.

Foi num lance desses que a equipa dos spurs inaugurou o marcador: passe longo na direita a encontrar Eriksen nas costas de Ashley Young, cruzamento ao segundo poste do dinamarquês e toque final do jovem internacional inglês que ganhou a frente no lance ao outro lateral, Valencia (10′). Ainda antes do empate, Harry Kane (chegou atrasado na área após cruzamento da esquerda) e Eriksen (remate enrolado ao lado) ficaram perto do golo.

O empate por Alexis Sánchez acabou por mudar um pouco as características do encontro, entrando-se numa fase com intensidade e entrega máximas mas sem grandes oportunidades até aos últimos minutos da primeira parte em que Vorm tirou o golo a Pogba após remate de fora da área e Eric Dier acertou no poste da baliza de De Gea.

No segundo tempo, o filme de um jogo com o Tottenham a ter mais iniciativa e posse e o Manchester United a procurar saídas rápidas e verticais na frente adensou-se, com resultados práticos apenas para os red devils que souberam perceber a forma de jogar do adversário e anular os seus pontos fortes: aos 62′, na sequência de um passe rasteiro de Alexis Sánchez que passou ainda por Lukaku antes de chegar ao outro lado da área, Herrera rematou forte na passada e colocou a equipa de José Mourinho na frente do marcador.

Eriksen ainda teve um tiro perigoso de longe, mas os red devils ficaram mais confortáveis no encontro e voltaram mesmo a frustrar as intenções da equipa de Pochettino, que não vence qualquer prova desde 2008 e, mais uma vez, passará uma temporada em branco, lutando apenas por segurar uma vaga na Liga dos Campeões da próxima época. Ao invés, o Manchester United, que na última época ganhou a Supertaça de Inglaterra, a Taça da Liga e a Liga Europa, terá oportunidade de fechar com a conquista da Taça de Inglaterra, onde terá pela frente na final o vencedor do encontro entre Chelsea e Southampton, que se realiza este domingo.

Em paralelo, José Mourinho lutará pelo seu 26.º título, tentando confirmar que a época de 2013/14 pelo Chelsea foi mesmo uma exceção: foi a única completa em que o português não ganhou pelo menos um título desde…2002/03. Rebobinando o filme, o técnico venceu dois Campeonatos, uma Taça de Portugal, uma Supertaça, uma Liga dos Campeões e uma Taça UEFA no FC Porto; três Campeonatos, uma Taça de Inglaterra, três Taças da Liga e uma Supertaça no Chelsea; dois Campeonatos, uma Taça de Itália, uma Supertaça e uma Liga dos Campeões pelo Inter; um Campeonato, uma Taça de Espanha e uma Supertaça no Real Madrid; e, agora, uma Supertaça, uma Taça da Liga e uma Liga Europa pelo Manchester United. Em caso de triunfo na Taça de Inglaterra, ficará apenas a faltar o Campeonato. E depois, quem sabe, a própria Liga dos Campeões…

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