Galiza e Trás-os-Montes podem vir a ter um plano conjunto de cooperação florestal para prevenção e combate aos incêndios. O projeto anunciado pela alcaidessa do Oimbra, Ana Maria Villarino Pardo, quer juntar cinco concelhos da província galega de Ourense e dois concelhos portugueses, Chaves e Montalegre, e ainda universidades e organismos públicos dos dois países, noticiou o Diário de Notícias.

Os dois países partilham a dificuldade de manter os terrenos limpos e de conseguir identificar e notificar os proprietários de alguns terrenos. A grande diferença está nos meios de combate, que no caso da Galiza já estão operacionais. A autarca considera que o facto de não se partilhar o que se passa de cada lado da fronteira dificulta o combate e os faz gastar mais dinheiro. Especialmente considerando que o fogo não conhece fronteiras.

Este projeto de cooperação, chamado Raiasecus, espera conseguir dois milhões de euros de financiamento da Comissão Europeia. Mesmo sem financiamento europeu, a autarca espera que o projeto avance.

Depois dos incêndios de 2017, a Galiza também antecipou a limpeza das matas em um mês, preparando-se para notificar os proprietários que não o façam. As multas podem chegar aos três mil euros. Outra das apostas para este ano são as 34 câmaras de videovigilância.

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Ainda na área da prevenção, o Plano de Prevenção e Defesa contra os Incêndios Florestais de Galiza prevê que estejam disponíveis 30 meios aéreos. Para prevenção, vigilância e deteção de incêndios vão estar 5.700 operacionais no terreno, mas 1.300 do Estado central, incluindo do exército. No total, a Galiza prevê gastar 192 milhões de euros.

Quanto ao combate, os meios estão disponíveis desde 1 de março até novembro e são constituídos por bombeiros profissionais — como todos os da Galiza, refere o DN. Em Villamaior, o centro de combate a incêndios tem uma base para helicópteros. “Daqui o helicóptero pode ir a qualquer zona da Galiza”, disse Javier, o chefe da brigada, ao DN. “Só não pode ir a Portugal”, continuou. “Muitas vezes vê-se o fumo de Portugal mas não podemos fazer nada.”