Macau

Sampaio da Nóvoa afirma que papel de Macau na projeção do português é decisivo

Sampaio da Nóvoa disse esta segunda-feira que Macau "é decisivo e central para o futuro do nosso país", uma vez que tem um papel importante na projeção da língua portuguesa no mundo.

ESTELA SILVA/LUSA

O ex-reitor da Universidade de Lisboa António Sampaio da Nóvoa afirmou esta segunda-feira que o papel de Macau na projeção da língua portuguesa no mundo é “decisivo para o futuro de Portugal”. O antigo candidato à Presidência da República recebeu o título de professor honorário pelo Instituto Politécnico de Macau (IPM), palco nos próximos dias de um conjunto de conferências sobre o ensino da língua portuguesa.

Sampaio da Nóvoa considerou que receber este título da instituição que mais “contribui para a difusão da língua portuguesa na China” tem um sabor especial. “Quem pensa em Portugal no mundo, não pode deixar de pensar na língua. O trabalho que se faz em Macau é decisivo e central para o futuro do nosso país”, sublinhou.

Nomeado em fevereiro como novo embaixador de Portugal na Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Sampaio da Nóvoa lembrou que há mais de 200 milhões de estudantes no ensino superior, quase 5% da população mundial. “É um grupo numeroso e, de todos, o mais responsável pelo futuro da terra e da humanidade”.

Sobre as exigências e desafios do cargo que ocupa atualmente, Sampaio da Nóvoa destacou a aposta na ciência aberta. “Precisamos de compreender e prolongar a ciência como cultura científica de todos. O investimento dos países na ciência não pode ser capturado por empresas que visam apenas os lucros privados”.

Questionado sobre o relatório anual sobre direitos humanos, que apontou, na semana passada, restrições à liberdade de imprensa e académica em Macau, o ex-reitor frisou que “a liberdade é essencial em todas as áreas”, mas decisiva na universidade, pois “é impossível educar sem liberdade”.

O agora professor honorário do IPM concluiu que os laços e as tradições entre Macau e Portugal só fazem sentido se “projetadas no futuro”. Por essa razão, comprometeu-se a reforçar os vínculos entre as instituições dos dois territórios. O IPM, que há anos definiu o ensino da língua — em especial o da portuguesa — como um dos vetores fundamentais do plano estratégico, celebra esta semana a conferência “Diálogos Contemporâneos”.

No discurso de abertura, o presidente da instituição, Lei Heong Iok, sublinhou os três cursos no IPM “em que a língua portuguesa é o centro”, bem como as formações futuras, como os cursos de Mestrado e Doutoramento nas áreas da educação e tradução.

Durante dois dias, especialistas em tradução e interpretação portugueses irão debater “linhas de atuação” para melhorar a formação “integral e específica” dos estudantes da língua. Na terça-feira, a ex-ministra da Cultura Isabel Pires de Lima profere a conferência de encerramento, sob o tema “Para um diálogo global: o ensino das línguas e o lugar da literatura”.

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