Aconselha o bom senso que, ao volante, cada condutor faça apenas aquilo que sabe fazer e com o qual está confortável. E, sobretudo, não desligue as ajudas electrónicas num desportivo com muitas centenas de cavalos. Isto já para não mencionar o simples facto de que convém ter carta de condução – e alguma experiência – , antes de decidir dar uma voltinha no carro da irmã sem lhe pedir autorização.

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O caso aconteceu nos EUA, onde um jovem de 19 anos entendeu que o que era bom para a mana era igualmente para ele. Vai daí, pegou no McLaren 720S, um brinquedo com apenas tracção atrás, 720 cv e uma facilidade extrema em passar pelos 100 km/h ao fim de somente 2,9 segundos, para depois continuar alegremente até aos 341 km/h, e decidiu dar uma voltinha. Mas não num ritmo pacato, uma vez que o “artista” quis colocar à prova o seu grande controlo sobre o superdesportivo, realizando um arranque a fundo, sem ajudas à condução. À piloto, portanto.

A incrível demonstração de parvoíce até que podia ter tido lugar numa zona deserta, sem colocar os outros em risco. Mas até nisto o jovem revelou ser tão desprovido de bom senso, como de dotes de condução. Numa rua não muito larga e com veículos estacionados de ambos os lados, o condutor sem carta “apertou” com o 720S, que respondeu com um arranque fulgurante. Com manifesta falta de jeito, rapidamente o jovem percebeu que acelerar a fundo num superdesportivo é mais difícil na vida real do que na PlayStation, e perdeu o controlo do McLaren. Felizmente conseguiu falhar um motociclista que se aproximava, em sentido contrário, mas não o Audi R8, pacatamente estacionado, onde acertou em cheio.

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Como se não bastasse tudo isto, o jovem abandonou o local do acidente, mas deixou lá o McLaren, sendo que pouco depois chegou a irmã ao local do sinistro, no seu Lamborghini, tentando convencer quem assistia à “festa” que era ela quem estava ao volante. Sucede que, ainda segundo os relatórios, até os documentos de identificação do mano mais novo estavam dentro do McLaren, pelo que a tentativa de troca de condutores não foi um sucesso.