Metro de Lisboa

Obras na estação de metro de Arroios só estarão concluídas no 2.º semestre de 2019

As obras que decorrem na estação de Arroios do Metropolitano de Lisboa só deverão estar concluídas no segundo semestre de 2019. Primeira data prevista para o fim das obras era janeiro do próximo ano.

Tiago Petinga/LUSA

As obras que decorrem na estação de Arroios do Metropolitano de Lisboa só deverão estar concluídas no segundo semestre de 2019, disse esta quinta-feira o vereador da Mobilidade da Câmara Municipal da capital, segundo informação transmitida pela empresa. Falando em reunião pública do executivo, Miguel Gaspar afirmou que “a data prevista que o Metropolitano neste momento tem para a conclusão da obra é o segundo semestre de 2019”.

Já a 27 de março, o autarca havia admitido que os trabalhos poderiam não estar concluídas na data prevista na altura, em janeiro do próximo ano. “Houve um concurso público, ganhou um empreiteiro, o empreiteiro teve problemas, o Metro está a resolver os problemas. Nós neste momento temos a informação de que a obra já está a correr”, disse na altura Miguel Gaspar, que falava aos deputados na Assembleia Municipal de Lisboa.

A estação de Arroios encerrou em julho para obras que vão permitir o funcionamento de comboios com seis carruagens na Linha Verde, e custarão mais de sete milhões de euros. Este tema foi levantado no período dedicado à audição dos munícipes pelos comerciantes da zona, que explicaram como as obras estão a afetar as suas receitas, principalmente naquelas lojas que estão tapadas pelos tapumes colocados na Praça do Chile, à saída da estação.

“Somos centro comercial aberto. Era o mesmo que chegar às Amoreiras e fechar as portas, é claro que as lojas não sobreviviam porque os clientes não entram”, disse Carla Salsinha, uma das empresárias, e também ex-presidente da União das Associações de Comércio e Serviços (UACS). Segundo a lojista, existem empresários com quebras de venda de dezenas de milhares de euros, e várias lojas também já fecharam.

“Como é possível continuar a fazer a nossa atividade se os clientes acham e pensam que estamos fechados?”, questionou, adiantando que alguns empresários “estão à procura de lojas noutro sítio porque desistem, não vale a pena”. Segundo Carlos Salsinha, “não houve uma única carta dirigida aos empresários a dizer quando é que a obra começava, qual o tempo da obra, o período, nada”, e por isso a empresária pediu à Câmara “a isenção das licenças de ocupação de via pública e das taxas de publicidade”, e também uma reunião com os serviços.

Em resposta, o presidente da Câmara de Lisboa, Fernando Medina (PS), começou por apontar que esta “não é uma obra do município de Lisboa”, e que quem cobra as taxas em questão são as Juntas de Freguesia, mas mostrou “disponibilidade para estudar” a proposta dos comerciantes. “Eu próprio queria que essa obra estivesse concluída há imenso tempo, e só estou com a expectativa de que ela demore bem menos do que a sua obra vizinha, um pouco mais acima, no Areeiro, que deve ter sido uma década”, salientou.

Pedindo a palavra, o vereador Ricardo Robles (BE), que detém as pastas da Educação e Direitos Sociais, propôs apurar, junto do Metro, a possibilidade de “ir libertando zonas de tapume à medida que obra vá sendo feita, também para minimizar o impacto nas lojas”.

Para o eleito do PCP João Ferreira o município já devia ter intercedido junto do Metropolitano, mas “ainda vai a tempo, pelo menos para tentar minorar o prejuízo evidente que estão a ter os empresários, os moradores e todos os utilizadores de transporte público naquela zona”.

João Pedro Costa, do PSD, defendeu que “qualquer que seja o promotor de uma obra que afeta a vida dos comerciantes e moradores” deve informar sobre as datas e impacto dos trabalhos, e que “se o Metropolitano não o fez, devia ter feito”. Por seu turno, a vereadora Assunção Cristas, do CDS-PP, defendeu a aplicação da isenção pedida pelos empresários, que na sua opinião, é “de grande justiça”.

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