PS, BE e PAN defenderam hoje que os projetos de lei sobre a morte medicamente assistida deveriam ser votados, no parlamento, até julho, e acreditam que vão conseguir acordar um texto comum com o PEV.

“O ideal seria até ao fim da sessão legislativa termos o processo legislativo completo. Não vamos saltar fases nem pressionar para que o processo seja fechado”, afirmou a deputada do PS Maria Antónia Almeida Santos numa conferência de imprensa conjunta em que, com o BE e o PAN, anunciaram ter proposto que os projetos de lei sejam discutidos em 30 de maio no parlamento.

Aliás, Maria Antónia Almeida Santos disse acreditar ser possível os quatro partidos com projetos — PS, BE, PAN e PEV — chegarem a um texto de consenso para ser votado, em votação final global, “com o melhor de todos eles”.

Após a votação na generalidade, depois do debate em plenário, e sendo aprovado, os projetos de lei são debatidos na especialidade, em comissão parlamentar, antes da votação final global.

É para este debate na especialidade que a deputada socialista afirma existir “já trabalho feito”, dado que o parlamento já tem pareceres escritos sobre o tema a propósito de uma petição a favor da morte assistida.

“Não vamos saltar fases nem pressionar para que o processo seja fechado”, insistiu Maria Antónia Almeida Santos.

José Manuel Pureza, deputado do Bloco de Esquerda, disse, por duas vezes, na conferência de imprensa conjunta, que “apesar das diferenças”, são “mais as posições convergentes” entre os partidos, abrindo o caminho a um texto comum.