O desemprego no Brasil em março atingia 13,7 milhões de pessoas, um máximo para este mês desde 2012, informou esta sexta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa das pessoas que procuraram emprego mas sem sucesso foi estimada em 13,1% no trimestre de janeiro a março de 2018, um aumento de 1,3 pontos percentuais em relação ao trimestre de outubro a dezembro de 2017 (11,8%).

Os números divulgados pelo órgão de pesquisa brasileiro mostram que na comparação com o trimestre encerrado em dezembro 1,3 milhões de pessoas perderam o emprego no país, o que representa um aumento de 11,2%. O coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, explicou que neste período é esperado um aumento do desemprego por causa da dispensa de trabalhadores temporários.

“Teve um movimento sazonal atuando, mas houve uma dispensa expressiva de trabalhadores e isso, consequentemente, se reverteu em uma perda expressiva de postos de trabalho e no aumento de pessoas na fila da desocupação”, refere o dirigente em comunicado. Cimar Azevedo salientou ainda que houve queda do emprego no setor privado, tanto em postos com contrato de trabalho como nos empregos em que os trabalhadores não têm vínculo formal com as empresas.

Os setores que mais contribuíram para esta diminuição de postos de trabalho no Brasil no período foram a indústria, que fechou 327 mil vagas, a construção que fechou 389 mil postos de trabalho e comércio que fechou 396 mil vagas. “Esses agrupamentos apresentaram quedas importantes, em especial na construção. Há várias obras e grandes investimentos imobiliários parados [no Brasil], o que impactou nesse resultado”, concluiu Cimar Azevedo.