A agência de notação financeira Moody’s desceu esta sexta-feira o ‘rating’ de Angola, de B2 para B3, mudando a Perspetiva de Evolução de ‘Negativa’ para ‘Estável’, concluindo o processo de revisão em baixa iniciado em fevereiro passado. Num comunicado publicado hoje à noite, a Moody’s explica que as principais razões para a descida do ‘rating’, que se afunda ainda mais em território de ‘Não Investimento’, ou ‘Junk’ (lixo), como é normalmente conhecido, são “os riscos de refinanciamento interno e externo, que se manterão altos pelo menos nos próximos dois anos, e as métricas orçamentais e o peso da dívida, que já não estão em linha com os pares avaliados em B2”.

A ‘Perspetiva de Evolução’ do ‘rating’ de Angola subiu para ‘Estável’, uma semana depois de ter assinado com o Fundo Monetário Internacional um Instrumento de Coordenação de Políticas, e de a agência S&P melhorar o ‘rating’, e na mesma semana em que o Ministério das Finanças está a apresentar aos investidores a intenção de lançar uma emissão de dívida pública de dois mil milhões de dólares em maio.

“A Perspetiva de Evolução ‘Estável’ reflete as pressões de crédito genericamente equilibradas, com potencial de recuperação gradual apoiado pelo aumento da produção de petróleo”, escreve a Moody’s, notando que o aumento dos preços do petróleo “vão apoiar a posição externa do Governo e dar algum alívio às pressões de liquidez e ao serviço da dívida”.

Ao mesmo tempo, acrescentam os analistas da Moody’s, “o âmbito e a profundidade das reformas iniciadas pelo novo Governo e o potencial do programa de dois anos do FMI devem assegurar o regresso à estabilidade macroeconómica a médio prazo”.