Elon Musk é o deus todo poderoso da Tesla, como também é da SpaceX, Boring Company e tudo o resto que possui. Mas como qualquer empresa moderna recente, foi buscar o capital de que necessita para funcionar – e no caso da Tesla, investir fortemente – aos accionistas, que obviamente têm uma palavra a dizer no rumo que a empresa está a levar e, sobretudo, sobre a sua rentabilidade, a principal preocupação de qualquer accionista. Ora até hoje, na Tesla, é Musk que manda – nas suas outras empresas também –, sendo simultaneamente o CEO e o chairman, mas isso pode estar em vias de mudar, se a vontade de alguns accionistas for avante.

Segundo Jing Zhao, que possui 12 das acções da empresa americana, não é a melhor opção para o futuro da Tesla Musk acumular funções que nem sempre são compatíveis. Em termos gerais, se o CEO dirige a empresa, decidindo a sua estratégia, ao chairman cabe defender os interesses dos accionistas e dos investidores, tranquilizando-os quanto à rentabilidade e dividendos. Zhao alega que com o acumular de funções não há suficiente discussão interna em relação a algumas decisões de Musk, avançando este pequeno accionista como exemplo o caso da aquisição da SolarCity em 2016 – outra empresa de Musk, especializada em painéis fotovoltaicos para residência e empresas, além de acumuladores para armazenar energia –, que era pertença de Elon Musk, até que ele decidiu que a “sua” Tesla devia comprar a “sua” Solar City e pagar a… ele próprio.

Sucede que a administração da Tesla analisou a proposta de Jing Zhao e decidiu aconselhar os seus membros a votar contra. Afirma o board que o sucesso actual não seria possível caso duas pessoas distintas desempenhassem as funções, concluindo que “é preferível que continue a ser Elon Musk a assumir as funções de chairman”. Resultado? Musk 1- Zhao 0.