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A entrevista a Margarida Balseiro Lopes em “tweets”

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Em entrevista ao Observador, a líder da JSD defendeu que se a esquerda quer uma comissão para o caso Manuel Pinho mas, depois, "assassinar" essa comissão "como fez com a CGD, não vale a pena".

JOÃO PORFÍRIO/OBSERVADOR

Se os partidos da esquerda querem uma comissão parlamentar de inquérito para discutir o caso Manuel Pinho mas, depois, “assassinar” essa comissão “como fizeram com a CGD, não vale a pena”. Esta é a opinião de Margarida Balseiro Lopes, recém-eleita líder da Juventude Social-Democrata (JSD), que deu uma entrevista na redação do Observador. Reveja as principais ideias que saíram da entrevista, em tweets.

E como é que a esquerda “assassinou” a comissão sobre a Caixa? Ao não permitir que se chegassem, por exemplo, às identidades dos principais devedores em falta no banco público, que obrigaram ao reconhecimento de imparidades e ao reforço de capital — o “investimento”, segundo Mário Centeno — pago pelos contribuintes.

De resto, Margarida Balseiro Lopes defende que nunca é demais falar sobre a corrupção na política, até para ajudar a “separar o trigo do joio” e provar que “não somos todos iguais”.

A líder da JSD considera, contudo, que ao querer recuar até aos governos de Durão Barroso e Santana Lopes, o Bloco de Esquerda está a “dar a mão ao PS”.

Mas, depois de figuras como Marques Mendes terem criticado a reação tardia dos partidos sobre este caso, até certa altura, Margarida Balseiro Lopes defende que a reação do PSD e de Rui Rio veio “perfeitamente a tempo” de contribuir para o esclarecimento deste caso.

A líder da JSD defendeu que os partidos são essenciais para a democracia, mas os políticos têm de abandonar o ambiente de “guerrilha” — uma expressão usada por Margarida Balseiro Lopes para explicar que não foi com esse intuito que falou nesse tema no discurso no Parlamento, no 25 de abril.

Esse tipo de conflitos só contribui para descredibilizar os políticos, aos olhos das pessoas. Outra medida importante seria aumentar a transparência dos rendimentos e patrimónios, que deveriam estar publicados no site da Assembleia da República.

O que não tem qualquer relação com esta maior credibilização dos políticos é o caso de Feliciano Barreiras Duarte, que na opinião de Margarida Balseiro Lopes “não mina a credibilidade de Rui Rio enquanto líder do PSD”. Rui Rio será julgado pela rectidão com que agir enquanto líder da oposição e/ou primeiro-ministro, e não por um caso como o da falsificação de currículos.

Margarida Balseiro Lopes falou, também, sobre o financiamento das campanhas eleitorais, incluindo as campanhas internas.

É, também, nessas campanhas internas nos partidos onde foram noticiadas, incluindo pelo Observador, práticas discutíveis como a utilização de carrinhas de associações para levar militantes até à mesa de voto.

Numa entrevista em que os temas da ética dos políticos esteve em destaque, a deputada do PSD não deixou, também, de comentar o caso dos duplos reembolsos de viagens de que alguns deputados se aproveitaram, incluindo uma figura central do PS: Carlos César.

De um modo geral, contudo, Margarida Balseiro Lopes defende uma revisão da estrutura das remunerações dos deputados.

Sobre Rui Rio, Margarida Balseiro Lopes diz que “não faz sentido” perguntar, vários vezes volvidos, se voltaria a votar em Santana Lopes para a liderança do partido.

Mas e gostou de ver Rui Rio a celebrar acordos de fundo com António Costa numa das primeiras iniciativas depois de tomar posse como presidente do PSD?

Explicando melhor:

Mais: acordos com o PS — ou tentativas disso — não são uma novidade de Rui Rio.

A entrevista olhou, também, para o tema da eutanásia, uma matéria em que Margarida Balseiro Lopes se diz a favor de despenalização.

Como líder da JSD, Margarida Balseiro Lopes defendeu que cabe às juventudes partidárias centrar-se em temas mais profundos, “temas que vão ser importantes nos próximos 10 anos”. Um desses temas é o Rendimento Básico Universal.

Margarida Balseiro Lopes acabou a entrevista lançando um repto contra o risco de se “perder uma geração inteira”, a geração que hoje tem até 35 anos:

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