Hospital de São José

Atrasos nas consultas e confusão dos utentes marca greve no Hospital S. José

A greve no Hospital de São José, em Lisboa, provocou atrasos nas consultas e confusão dos utentes no encaminhamento para as consultas. Adesão dos trabalhadores da saúde ronda os 80%.

A greve de dois dias abrange todos os trabalhadores da saúde, exceto médicos e enfermeiros, dos serviços tutelados pelo Ministério da Saúde

Manuel Almeida/LUSA

Atrasos nas consultas e alguma confusão dos utentes no encaminhamento para as consultas marcava a manhã desta quarta-feira no Hospital de São José, em Lisboa, onde a adesão à greve dos trabalhadores da saúde ronda os 80%, segundo o sindicato.

Há uma forte greve no Hospital de São José e nos outros hospitais de Lisboa”, disse à agência Lusa Carlos Moreira, do Sindicato dos Trabalhadores da Administração Pública (Sintap), que assegurou um piquete de greve junto às consultas externas do hospital, que integra o Centro Hospitalar de Lisboa Central.

Na porta de entrada das consultas externas está fixado um comunicado do hospital que alerta os utentes para a possibilidade de haver “algumas perturbações no funcionamento das consultas” devido à greve dos trabalhadores do setor da saúde.

Alguns utentes contactados pela agência Lusa disseram que não sabiam da greve marcada para quarta-feira e quinta-feira, mas adiantaram que não demoraram muito tempo a ser atendidos. Outros foram atendidos à hora marcada, como Ana Santos que já tinha feito o penso e esperava apenas a ambulância para a levar de regresso a casa.

A confusão maior era junto às máquinas de retirar a senha para as consultas de especialidade. “Onde está a senhora que costuma estar aqui para nos ajudar?” era a pergunta mais ouvida na sala de entrada das consultas externas, onde a maioria dos utentes eram idosos.

Sobre os impactos da greve neste hospital, Carlos Moreira disse que “há um atraso nas consultas”, explicando que as consequências não são maiores porque estão a ser cumpridos os serviços mínimos.

Os serviços não encerram porque há sempre colegas a assegurar o serviço, mas obviamente há mais demoras e algumas especialidades estão a ter dificuldades porque o número de trabalhadores que tem de apresentar-se ao serviço é [decidido] consoante os rácios que existem e, portanto, há serviços em que a demora está a ser maior do que noutros”, disse o sindicalista.

Carlos Moreira adiantou que todos os trabalhadores que “não têm que prestar os serviços mínimos estão a aderir” à paralisação, que visa exigir a aplicação do regime de 35 horas de trabalho semanais para todos os trabalhadores, progressões na carreira e o pagamento de horas extraordinárias vencidas e não liquidadas.

A nível nacional, “há uma adesão forte à greve, na ordem dos 70 a 80%”, disse, adiantando que “há alguns serviços fechados, nomeadamente no Hospital de Portimão”.

“Infelizmente, há também alguns hospitais e algumas chefias que estão a procurar que os trabalhadores não façam greve”, disse o sindicalista, denunciando que no “Hospital da Figueira da Foz houve estagiários que foram substituir trabalhadores que estão a fazer greve.”

As administrações hospitalares têm que cumprir aquilo que são as obrigações legais”, defendeu Carlos Moreira.

Sobre os números de adesão à greve, o sindicalista afirmou que “são altamente satisfatórios” e que revelam “a insatisfação” dos trabalhadores para “com as entidades patronais e sobretudo com o Governo”.

Para o sindicalista, o “Governo deve olhar para os seus trabalhadores com sentido de igualdade”, considerando que “não faz sentido que haja dois colegas com horários diferentes a receber o mesmo salário”.

A greve de dois dias, que arrancou esta quarta-feira, foi convocada pelo Sintap e abrange todos os trabalhadores da saúde, exceto médicos e enfermeiros, dos serviços tutelados pelo Ministério da Saúde, como hospitais ou centros de saúde.

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