O ministro do Planeamento e Infraestruturas informou esta quarta-feira que a primeira intervenção no IP3 vai ocorrer entre o nó de Penacova e o nó da Lagoa Azul, num investimento de 15 milhões de euros.

“Pretendemos avançar com um concurso de 15 milhões de euros de investimento entre o nó de Penacova e o nó da Lagoa Azul, que é a zona mais crítica em termos de segurança do IP3 e é essa a zona que esperamos que possa entrar em obra mais rapidamente”, explicou Pedro Marques à Lusa, depois de uma audiência em comissão parlamentar.

O ministro reafirmou ainda a perspetiva de “ter a quase totalidade da estrada duplicada, ou seja, em perfil de autoestrada, para garantir fluidez de tráfego e segurança às populações” desta ligação rodoviária entre Viseu e Coimbra.

Para outros troços da estrada é necessário fazer projetos e garantir declarações de impacto ambiental, o “que demorará um pouco mais, mas as obras avançam este ano”, no âmbito da prioridade do Governo de requalificação do IP3, com recursos do Orçamento de Estado.

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Na sua intervenção inicial, em audição parlamentar, o governante reafirmou a solução de aumentar o “número de faixas, onde tecnicamente for possível”, da infraestrutura e sem “colocar portagens, sem onerar as populações”.

Na sua intervenção inicial aos deputados, Pedro Marques referiu que “tudo será feito” para que o primeiro concurso de obra deste projeto de requalificação “seja lançado este ano”.

Respondendo a questões do PS, o ministro recordou as várias soluções que foram equacionadas para a estrutura, como uma “autoestrada, com impactos ambientais seríssimos” ou “acabar com o IP3 e a alternativa não portajada”.

Assim, foi decidido avançar com uma verba até 140 milhões de euros, do Orçamento do Estado, para a requalificação, incluindo o “traçado mais sensível na zona da Livraria do Mondego”. O ministro reafirmou o objetivo de dotar o IP3 de perfil de autoestrada, sempre que possível e que a “ideia é fazer requalificação integral da via”.