A agência DBRS decidiu melhorar o rating do Novo Banco de CCC+ para B, um nível que continua a ser considerado “lixo” mas já está num grau menos negativo. A agência sublinha que o mecanismo de capital contingente acordo com o Fundo de Resolução — que o governador do Banco de Portugal recusa que se possa chamar “garantia pública” — ajuda a acelerar a limpeza dos problemas que estão no balanço. E é por isso que o rating fica com “perspetiva positiva”.

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A decisão explica-se pelo “capital mais robusto e a situação mais favorável de financiamento e liquidez” do Novo Banco, diz a agência canadiana em comunicado difundido esta manhã. Outro fator crucial é “a melhoria do perfil de risco, em especial com a redução nos empréstimos não-performantes”, ou seja, o registo de imparidades relacionadas com créditos (e outras exposições) que não são rentáveis.

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rating fica com perspetiva positiva, o que reflete as expectativas da DBRS de que, com o novo proprietário Lone Star, a par do mecanismo de capital contingente disponível para o Novo Banco usar junto do Fundo de Resolução num conjunto delimitado de ativos, o banco tem melhores condições para acelerar a limpeza do balanço, reduzir os créditos em risco, melhorar a eficiência e fortalecer a rede em Portugal, onde continua a ter uma posição de destaque na área das pequenas e médias empresas e clientes empresariais”

rating, contudo, “continua a refletir os desafios que o banco enfrenta, em particular no que diz respeito à qualidade dos ativos e à rentabilidade”. O Novo Banco tem, na opinião da DBRS, “uma qualidade dos ativos muito fraca, com um rácio de créditos problemáticos muito alto, ainda que em trajetória de melhoria está num nível consideravalmente mais fraco do que a maioria dos bancos europeus”.

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