O Presidente de Moçambique, Filipe Nyusi, defendeu esta quinta-feira que os jornalistas devem procurar um equilíbrio entre interesse público e direito à privacidade e abster-se de contrariar direitos e liberdades constitucionais. As ideias foram expressas numa mensagem alusiva ao Dia Mundial da Liberdade de Imprensa.

“Por ocasião desta data, convidamos os profissionais da classe jornalística e toda sociedade a fazer uma reflexão sobre a forma de exercer o direito à liberdade de imprensa e à informação no estrito respeito pela lei, ética e deontologia profissional”, referiu Nyusi. Este “preceito constitucional” não deve servir “para contrariar os demais direitos e liberdades constitucionais, como o direito à honra e ao bom nome de todos os cidadãos, estabelecendo o equilíbrio acertado entre o interesse público e o direito à privacidade”, lê-se na mensagem.

O país celebra o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa cerca de um mês depois de o comentador político de televisão Ericino de Salema ter sido raptado e espancado.

Organizações cívicas e de defesa da liberdade de expressão têm criticado a falta de responsabilização de ataques ocorridos nos últimos anos contra figuras críticas do Governo e da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo), partido no poder.