Foi apresentado esta quinta-feira um projeto de lei no Havai que tem como objetivo proteger os recifes de coral. A ideia é proibir a utilização de protetores solares, cujos constituintes químicos contribuem para a destruição dos recifes de corais. A lei tem ainda de ser aprovada pelo governador, David Ige.

Se a lei passar, entra em vigor a 1 de janeiro de 2021. “Surpreendentemente, esta é a primeira lei do género no mundo. Então, o Havai está definitivamente na vanguarda ao proibir estes químicos perigosos que existem nos protetores solares”, afirmou o senador Mike Gabbard, que apresentou a proposta.

De acordo com o site da NPR — National Public Radio, químicos como oxibenzona e octinoxate — que são utilizados em mais de 3500 dos protetores solares mais conhecidos no mundo –, vão ser proibidos, ou seja, a prescrição de protetores que contenham estes químicos vai ser ilegal.

Um estudo, feito em 2015, revelou que cerca de 14 mil toneladas de protetor solar acabaram nos recifes de coral — ao alojar-se nos recifes, o protetor retira-lhes nutrientes e deixa-os com manchas brancas. Para além disso, “podem perturbar o desenvolvimento de peixes e outros animais selvagens”.

Apesar de a medida ser pensadda para proteger o meio ambiente, a verdade é que os médicos e empresas de protetores solares se mostraram contra o projeto de lei apresentado, dizendo que vai longe de mais.  De acordo com o site noticioso Star Advertiser, “a Associação Médica do Havai disse que quer que o assunto seja estudado mais aprofundadamente porque faltam evidências que mostrem que o protetor solar é uma das causas do branqueamento dos corais”, advertindo para a o facto de que a não utilização de protetor solar aumenta os níveis de cancro.

Entretanto, a venda de produtos naturais no Havai aumentou, devido às campanhas que mostram os danos causados pelos químicos utilizados nos cremes.