A polícia indiana anunciou hoje a detenção do principal suspeito de sequestrar, violar e queimar o corpo de uma adolescente, no mais recente caso de crimes contra as mulheres na Índia.

O chefe da aldeia onde aconteceu o crime também foi preso e a família da vítima, de 16 anos, foi colocada sob proteção especial pela polícia.

O principal suspeito, Dhanu Bhuiyan, foi descoberto na casa da família, onde estava escondido.

A menina tinha sido raptada de sua casa na quinta-feira, enquanto a sua família participava num casamento, tendo sido violada numa floresta do estado de Jharkhand (Este).

Os líderes do conselho da aldeia tinham já imposto uma multa de 50.000 rupias (585 euros) aos acusados no dia seguinte aos acontecimentos (15 no total), o que terá provocado a ira do grupo de suspeitos (entre os quais Dhanu Bhuiyan), que acabaram por espancar os membros da família da jovem e incendiar a sua casa.

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A Índia tem sido abalada por uma série de agressões sexuais desde 2012, quando uma estudante foi violada e assassinada num autocarro em Nova Deli. Esse ataque gerou no país uma revolta generalizada em relação aos crimes contra as mulheres, que há muito tempo era aceite silenciosamente.

O Governo indiano aprovou uma série de leis aumentando a punição pela violação de um adulto para 20 anos de prisão, mas continua a haver casos frequentes no país.

Respondendo à indignação generalizada em relação aos recentes casos de violação e assassínio de crianças e adolescentes, o Governo da Índia aprovou no mês passado a pena de morte para condenados por violar crianças menores de 12 anos.