Millennium Estoril Open

Depois da vitória no Estoril Open, João Sousa diz que “falta ainda ser melhor jogador”

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Na conferência de imprensa realizada a seguir à final, o tenista português afirma que quer continuar a trabalhar para ser ainda melhor jogador. A sua cabeça, diz, já está no próximo torneio em Roma.

JOSÉ SENA GOULÃO/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

O português João Sousa admitiu hoje que a vitória no Estoril Open em ténis é “um sonho tornado realidade”, após bater na final o norte-americano Frances Tiafoe, mas que para o futuro “falta ainda ser um melhor jogador”.

Na conferência de imprensa após a final, na qual se impôs com um duplo 6-4 ao fim de uma hora e vinte minutos de encontro, e as celebrações emocionadas pela conquista de um título inédito na sua carreira, o número um português expressou o seu desejo de ver outros portugueses vencerem o torneio no futuro e que agora segue-se outra semana de trabalho.

“Falta ser melhor jogador ainda. Não é que pense que falte alguma coisa à minha carreira, mas penso que podemos sempre melhorar. Temos trabalhado muito bem e nos últimos meses temos alcançado grandes vitórias. É mais uma semana na minha carreira. O trabalho continua, hoje é dia de celebrar e amanhã já vou pensar em Roma. Há que continuar a trabalhar para alcançar os meus objetivos”, afirmou.

Numa análise à “semana perfeita” que disse ter vivido no Clube de Ténis do Estoril, o tenista vimaranense, de 29 anos, reiterou a sua felicidade por ter escrito “uma página bonita na história” da modalidade e a importância da “tranquilidade” com que disputou desde o início o torneio, ao contrário de anos anteriores.

“É difícil de acreditar, é um sentimento único. Apesar de nunca ter confessado, sempre desejei vencer aqui, como qualquer tenista português. Ainda não caí em mim com o que acabei de conseguir. Já tinha vencido um ‘challenger’ em Portugal, só faltava um ATP”, referiu, acrescentando: “Foram muitas emoções juntas. Comecei a chorar porque há uma dedicação enorme por trás deste título”.

João Sousa apontou o duelo com o amigo Pedro Sousa como o momento mais difícil na competição, lembrando os dois ‘match points’ que teve de salvar para continuar em jogo. Paralelamente, elogiou o jovem adversário na final, enaltecendo o “talento” e a “mentalidade” do norte-americano de 20 anos, e explicou a estratégia que esteve na base da vitória.

“Teve uma grande semana. Sabíamos que era um jogador jovem, muito perigoso com a sua direita e que servia bem. Consegui ser ainda mais agressivo, consegui jogar a bola longa para o anular e não o deixar atacar o ponto”, salientou, sem deixar de antecipar “muitas finais e muitos títulos” para Frances Tiafoe.

Finalmente, o tenista português, que ocupa atualmente a 68.ª posição no ‘ranking’, manifestou a expectativa por “uma subida significativa”, com um provável regresso ao top-50.

“Acredito que esse é o nível a que tenho vindo a jogar. Sou ambicioso e vou continuar a tentar escalar posições. Sempre disse que o mais importante era o nível de jogo e não o ‘ranking’, e penso que tenho desenvolvido um bom nível de jogo”, sentenciou.

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