Rádio Observador

Casa Branca

Equipa de Trump contrata agência israelita para espiar diplomatas de Obama

A equipa do Presidente dos EUA contratou uma agência privada de inteligência israelita para orquestrar uma campanha destinada a desacreditar os responsáveis da Administração de Obama.

Zach Gibson / POOL/EPA

A equipa do Presidente norte-americano, Donald Trump, contratou uma agência privada de inteligência israelita para orquestrar uma campanha destinada a desacreditar os responsáveis da Administração de Obama pela negociação do acordo nuclear iraniano, revela o jornal The Observer.

A informação foi publicada antes da data limite para Trump decidir se mantém ou abandona o pacto firmado em 2015 entre os EUA, o Reino Unido, a Alemanha, a França, a China e a Rússia, no âmbito do qual são aliviadas as sanções contra Teerão a troco de um compromisso do país de abandonar o desenvolvimento de armas nucleares.

Segundo o The Observer, funcionários próximos de Trump contrataram investigadores privados, em maio do ano passado, para conseguir informações “sujas” sobre Ben Rhodes, um dos assessores de segurança nacional do ex-presidente democrata Barack Obama, e também sobre Colin Kahl, outro assistente do antigo mandatário.

O Presidente norte-americano tem até sábado, dia 12, para decidir se os EUA abandonam o pacto que limita o programa nuclear iraniano, mas por diversas vezes já manifestou a oposição ao acordo, que apelidou de “o pior negócio de sempre”.

O jornal adianta ainda que os funcionários ligados à equipa de Trump contactaram os investigadores dias depois de o Presidente ter visitado Telavive, há um ano.

Donald Trump prometeu ao primeiro ministro israelita, Benjamín Netanyahu, que o Irão nunca teria armas nucleares.

“A ideia era que estas pessoas, que atuam pelo Trump, desacreditassem aqueles que foram essenciais para alcançar o acordo, tornando mais fácil a sua saída”, declarou uma fonte ligada à campanha.

De acordo com documentos a que o The Observer afirma ter tido acesso, os investigadores contratados pela agência privada de inteligência haviam recebido instruções para investigar a vida privada e política de Rhodes e de Khal.

Sobretudo, tinham como missão investigar as relações pessoais destes dois responsáveis e qualquer possível envolvimento em grupos de pressão próximos do Irão, assim como estabelecer se de alguma forma beneficiaram pessoal ou politicamente do pacto.

Os investigadores foram também orientados para procurar destacados iranianos-americanos, assim como jornalistas favoráveis ao acordo, de meios de comunicação como o New York Times ou o jornal israelita Haaretz.

O Observer acrescenta que fontes ligadas a esta campanha confirmaram que o plano foi apresentado a investigadores privados por representantes de Trump, mas não está claro se se trabalhou muito nele, se durou muito tempo e o que aconteceu com a informação eventualmente reunida.

Também não se sabe se esta operação envolveu parte de uma ampla colaboração entre Trump e Netanyahu para prejudicar o acordo, ou se os investigadores tinham outras pessoas como alvo, entre elas John Kerry, o ex-secretário de Estado que assinou o acordo.

Não queremos ser todos iguais, pois não?

Maio de 2014, nasceu o Observador. Junho de 2019, nasceu a Rádio Observador.

Há cinco anos poucos acreditavam que era possível criar um novo jornal de qualidade em Portugal, ainda por cima só online. Foi possível. Agora chegou a vez da rádio, de novo construída em moldes que rompem com as rotinas e os hábitos estabelecidos.

Nestes anos o caminho do Observador foi feito sem compromissos. Nunca sacrificámos a procura do máximo rigor no nosso jornalismo, tal como nunca abdicámos de uma feroz independência, sem concessões. Ao mesmo tempo não fomos na onda – o Observador quis ser diferente dos outros de órgãos de informação, porque não queremos ser todos iguais, nem pensar todos da mesma maneira, pois não?

Fizemos este caminho passo a passo, contando com os nossos leitores, que todos os meses são mais. E, desde há pouco mais de um ano, com os leitores que são também nossos assinantes. Cada novo passo que damos depende deles, pelo que não temos outra forma de o dizer – se é leitor do Observador, se gosta do Observador, se sente falta do Observador, se acha que o Observador é necessário para que mais ar fresco circule no espaço público da nossa democracia, então dê o pequeno passo de fazer uma assinatura.

Não custa nada – ou custa muito pouco. É só escolher a modalidade de assinaturas Premium que mais lhe convier.

Partilhe
Comente
Sugira
Proponha uma correção, sugira uma pista: observador@observador.pt
Cooperação económica

De braço dado com Angola

José Manuel Silva

O momento político angolano é propício à criação de laços baseados na reciprocidade e na igualdade de tratamento, sem complexos de nenhuma espécie. A história foi o que foi, o presente está em curso.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

1
Registo
2
Pagamento
Sucesso

Detalhes da assinatura

Esta assinatura permite o acesso ilimitado a todos os artigos do Observador na Web e nas Apps. Os assinantes podem aceder aos artigos Premium utilizando até 3 dispositivos por utilizador.

Só mais um passo

Confirme a sua conta

Para completar o seu registo, confirme a sua conta clicando no link do email que acabámos de lhe enviar. (Pode fechar esta janela.)