A festa no hotel Solverde rebentou mal terminou o dérbi mas não se prolongaria até de madrugada. No estágio não, que este domingo era domingo de jogo. O autocarro, à saída do centro de estágio do Olival, demorou-se, sim, havia centenas e centenas de adeptos a rodeá-lo, sim, mas lá seguiria, sem paragem e só um ou outro aceno lá de dentro, e chegou ao estádio quando faltava uma hora, precisa, para o começo. Cara pintada? Nada. Cabeleiras azuladas, nenhuma. O campeão não brinca em serviço. E o Feirense, mesmo estando o caneco à espera, o festejo à espera, era para ser derrotado.

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FC PORTO-FEIRENSE (2-1)

Estádio do Dragão, no Porto

Primeira Liga NOS 2017/2018 (Jornada 33)

Árbitro: Luís Godinho (AF Porto)

FC Porto: Casillas; Ricardo Pereira, Reyes (Óliver Torres, 70’), Marcano e Alex Telles; Sérgio Oliveira, Herrera, Otávio (Hernâni, 46’) e Brahimi; Marega e Soares (Aboubakar, 56’)

Suplentes não utilizados: Vaná, Maxi Pereira, Gonçalo Paciência e Corona

Treinador: Sérgio Conceição

Feirense: Caio Secco; Diga (José Valência, 81’), Briseño, Flávio Ramos e Kakuba; Cris, Tiago Silva, Luís Machado, Crivellaro e Edson Farías (Hugo Seco, 58’); João Silva

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Suplentes não utilizados: Miskiewicz, Luís Rocha, Bruno Nascimento, Karamanos e Luís Aurélio

Treinador: Nuno Manta

Golos: Sérgio Oliveira (37’), Brahimi (59’) e José Valência (91’)

Ação disciplinar: Cartão amarelo para Crivellaro (41’), Briseño (71’), Sérgio Oliveira (84’) e Hugo Seco (90’)

Logo ao minuto seis, Telles cruzou à esquerda, Antonio Briseño cortou mal, para a frente, e à frente estava Soares. Soares rematou mais em jeito do que em força e quase batia Caio Secco na baliza do Feirense. Dez minutos volvidos, e quando nada o fazia prever — o Porto carregava, carregava, carregava… –, quase o Feirense se adiantou: Casillas estava adiantado demais, Crivellaro percebeu isso e fez-lhe (tentar ele tentou) uma chapelada, ainda a meio do meio-campo do Porto. Acertou onde menos queria, a barra.

Reyes não é, nem nunca foi, propriamente um finalizador por excelência. Mas subiu à grande área do Feireinse, o minuto era o 21, e desviou, ao primeiro poste, um cruzamento vindo da esquerda. Talvez por não ser “propriamente um finalizador por excelência”, desviaria para lá do travessão. Tanto o Porto insistiu que o golo chegaria. Antes, ao minuto 25, o que se viu foi fumaça. O cruzamento, tenso e à direita de Herrera, passou por toda a gente na grande área, defensores do Feirense, atacantes portistas. Mas chegaria a Marega, mais recuado que eles. O remate saiu à meia volta mas saiu bem torto, ao lado. Vamos ao golo então. Minuto 37. Ricardo e Brahimi tabelam à direita, o argelino deixaria Ricardo à vontade para cruzar e ele cruzou. Flávio Ramos cortou, a “menina” sobraria para Sérgio Oliveira e o médio, sem oposição, enche o pé direito e bateu Secco.

Na segunda parte o ritmo abrandou. Ainda assim, o bilhete valeu o preço só pelo golo de Brahimi. Foi ao minuto 59. Cheirou a tiki-taka no Dragão. O Porto circulou a seu bel-brazer, foi circulando, circulando, Aboubakar pica para Brahimi, o argelino recebeu, rodopiou, deixou Flávio Ramos a vê-lo ir, e rematou depois, cruzado. Perto do final, e quando enfim o campeão brincou em serviço, relaxou, o Feirense marcaria. Ao minuto 91, Kakuba cruzou bem à esquerda, toda a gente se esquece de Valencia na grande área e este cabeceia para resultado que não se alteraria: 2-1.