Os incêndios do ano passado fizeram aumentar de forma significativa o número de notas danificadas que chegou ao Banco de Portugal (BdP) para revalidação. De acordo com dados fornecidos pelo banco central, foram valorizadas cerca de 4.000 notas provenientes dos fogos de 2017, tendo sido devolvidos cerca de 115 mil euros à população.

Segundo o site da instituição, as notas de euros mutiladas ou danificadas são substituídas por outras quando a fração de nota apresentada é superior a 50%. Ou então, quando for produzida prova suficiente da destruição da parte que falta. O Banco de Portugal não diz quantas das notas danificadas e apresentadas para substituição, ficaram por validar, mas acrescenta que os euros provenientes dos incêndios que foram valorizados representaram no ano passado cerca de 11% do total anual e 8% do valor. No relatório do ano passado, o banco descreve um trabalho de análise “minucioso e exigente” que impactou “positivamente as famílias e empresas afetadas pelos incêndios, com a recuperação dos valores que recebeu.

No ano passado, e de acordo com o relatório de atividades, o Banco de Portugal valorizou 35.600 notas de euro e 2.433 notas de escudos, o que representou uma subida de 64% face ao ano de 2016. As unidades monetárias valorizadas totalizaram um valor de aproximadamente 1,438 milhões de euros.

No ano passado, foi verificada a autenticidade de 647 milhões de notas de circulação, dos quais cerca de 1,2 milhões eram notas de 500 euros que valiam 597 milhões de euros. Cerca de 141 milhões de notas foram consideradas incapazes. Também em 2017, o Banco de Portugal recebeu 211.209 notas “tintadas”, euros que foram inutilizados por mecanismos de segurança contra assaltos em caixas multibanco. .

Em 2015, o BdP retirou ainda de circulação 16.908 notas contrafeitas, o que equivale a 2,4% do total do total apreendido na zona euro. A maioria destas notas falsas era de 20 e 50 euros.