Óbito

Cantora belga Maurane morreu aos 57 anos

A cantora belga Maurane, conhecida em França desde os anos 1980 pela sua participação no musical "Starmania", foi encontrada morta em casa. Morreu aos 57 anos e deixou uma filha.

CHRISTOPHE KARABA/EPA

Autor
  • Agência Lusa

A cantora belga Claudine Luypaerts, conhecida pelo nome Maurane, foi encontrada morta na sua casa, na segunda-feira à noite, aos 57 anos, dias depois de ter anunciado o seu regresso aos palcos após dois anos de ausência. A morte, anunciada pelo canal público belga RTBF, foi confirmada à agência de notícias Belga pelo Ministério Público de Bruxelas, que adiantou que será realizada uma autópsia ao corpo da cantora para determinar a causa o óbito.

Nesta fase do inquérito, “a morte não é considerada suspeita de ter sido causada por terceiros”, afirmou um porta-voz daquele organismo. Maurane era conhecida em França desde os anos 1980 pela sua participação no musical “Starmania”, coproduzido por Michel Berger, e, mais recentemente, por ter sido jurada no programa de televisão “La Nouvelle Star”.

Várias apresentações em palco, nos últimos dias, na Bélgica, por ocasião de uma homenagem ao cantor Jacques Brel, faziam antever uma retoma da sua carreira, que ela deixou em suspenso, sobretudo devido a problemas com as cordas vocais. A própria artista anunciou o regresso aos palcos, nos últimos dias, nas redes sociais.

Hoje, pisei oficialmente um palco depois de dois anos de ausência. Nem vos digo o estado em que estou… Vocês devem imaginar”, escreveu a cantora, na quinta-feira passada, na sua página do Facebook, antes de uma noite dedicada a Brel, em Valónia.

No sábado e no domingo, em Bruxelas, Maurane cantou Jacques Brel em dueto com outros artistas, por ocasião de um miniconcerto, a que se seguiu um festival ao ar livre, com milhares de espetadores.

Maurane estava a preparar uma tournée, agendada para a primavera de 2019, no âmbito da gravação de um álbum dedicado a Jacques Brel, que deverá sair no outono, por altura do 40.º aniversário da sua morte. Na noite após o anúncio da morte, Lara Fabian e Christophe Willem foram dos primeiros a homenagear Maurane nas redes sociais.

“Que tristeza saber do desaparecimento de Maurane, uma das maiores vozes (…) o choque é brutal, tenho o seu rosto e a sua voz gravados na minha memória, uma mistura de doçura eterna e de desilusão na vida “, reagiu Christophe Willem na sua conta no Instagram, junto a uma foto de Maurane, a preto e branco.

Do Canadá, a cantora Lara Fabian elogiou na sua página do Facebook uma artista “rara”, “maior do que a música”. Maurane era famosa pela sua franqueza e pelos acessos de raiva. Nascida a 12 de novembro de 1960, em Ixelles, filha de uma mãe pianista e de um pai diretor de uma academia de música, Claudine Luypaerts, futura Maurane, cresceu em Schaerbeek, segundo informação disponível no seu site oficial, atualmente em reconstrução.

Participou em concursos de canto para adolescentes e obteve, em 1979, um papel para um espetáculo musical já em homenagem a Jacques Brel, tendo gravado o seu primeiro álbum “J’me rolls into a ball” em 1980.

Maurane era uma grande admiradora de Claude Nougaro, a quem dedicou um disco de versões, nos anos 2000, e lançou dez álbuns a solo, incluindo “Ami ou ennemi”, que vendeu 400 mil cópias.

Conhecida também por ser uma artista comprometida com questões sociais, participou em várias angariações de fundos para uma associação de solidariedade para com crianças com Sida. Maurane deixou uma filha, Lou, nascida em 1993.

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