O setor do retalho cresceu 3,8% no ano passado, face a 2016, “superando o patamar de 20 mil milhões de euros” de volume de vendas, anunciou esta terça-feira o presidente da Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED), Jorge Jordão. “Os últimos números do barómetro da APED indicam que continuamos a ser um dos setores mais dinâmicos da economia portuguesa”, afirmou o presidente, na abertura do APED Retail Summit, dedicado este ano ao tema “Sharing the future” [partilhar o futuro], que decorre em Lisboa até quarta-feira.

“No ano passado, o setor do retalho registou um desempenho positivo, com um crescimento global de 3,8% face a 2016 e superando o patamar de 20 mil milhões de euros de volume de vendas”, continuou Jorge Jordão. Estes dados refletem “uma boa ‘performance’ do retalho alimentar, na ordem de 3,9%”. No não alimentar o crescimento foi de 3,8%.

Na sua intervenção, Jorge Jordão salientou que o futuro traz o “desafio de sedimentar ainda mais o trabalho em parceria”, uma vez que o “compromisso para dar resposta aos desafios atuais e vindouros exige partilha de ideias e soluções numa lógica colaborativa entre toda a cadeia de entidades relacionadas com o consumo e a economia, em geral”.

No futuro, acrescentou, “é preciso o empenho de todos, desde operadores ao poder político e a correta perceção do valor económico e social que o setor do retalho e distribuição têm” para Portugal, prosseguiu.

“Esperamos poder contar com a permanente atenção dos nossos governantes a temas como a redução da carga fiscal sobre as empresas e subsequente atração de investimento ou a necessidade de estabilidade na legislação do trabalho”, afirmou, acrescentando também que “há que criar condições para reduzir custos de contexto” em Portugal, para capacitar as empresas portuguesas a serem mais competitivas.