Agora com sinal reforçado em Lisboa 98.7 FM No Porto 98.4 FM Saúde / Vacinas Seguir Cerca de 75% das grávidas foram vacinadas contra a tosse convulsa em 2017 O boletim divulgado pela DGS esta quarta-feira mostra que 75% das grávidas foram vacinadas contra a tosse convulsa em 2017. Vacina passou a ser recomendada a grávidas entre as 20 e as 36 semanas. Agência Lusa Texto 09 Mai 2018, 14:42 i BAO DUNYUAN/EPA BAO DUNYUAN/EPA Cerca de 75% das grávidas foram vacinadas contra a tosse convulsa em 2017, revela o Boletim Programa Nacional de Vacinação, segundo o qual foi atingido o objetivo de 95% de vacinação para todas as vacinas até aos sete anos.O Programa Nacional de Vacinação (PNV) passou, no início do ano passado, a ter novos esquemas vacinais gerais, em função da idade e do estado vacinal anterior e ainda esquemas vacinais específicos para grupos de risco ou em circunstâncias especiais. A vacina contra a tosse convulsa passou a ser recomendada a grávidas entre as 20 e as 36 semanas de gestação, como forma de garantir a imunidade do bebé até que este possa fazer a primeira dose da vacina, recomendada aos dois meses de idade, refere o boletim, divulgado esta quarta-feira pela Direção-Geral da Saúde (DGS).No ano em que se comemoram os 10 anos de vacinação contra o cancro do colo do útero, “continuam a vacinar-se mais de 85% das jovens até aos 14 anos”, salienta a DGS. O Boletim Programa Nacional de Vacinação destaca que “foi atingido o objetivo de 95% de vacinação para todas as vacinas avaliadas até aos 7 anos de idade”.Aos três meses de idade cerca de 95% das crianças já tinham cumprido o esquema recomendado para as vacinas em estudo (1ª dose das vacinas contra S. pneumoniae e contra tosse convulsa). No entanto, aos 13 meses, 16% das crianças ainda não estavam protegidas contra o sarampo, e 15% não estavam protegidas contra a doença invasiva por Neisseria meningitidis C, refere o boletim, salientando que “estes resultados revelam uma melhoria em relação ao ano de 2016”. “De uma forma geral, a avaliação efetuada dá conta dos excelentes resultados na aplicação do PNV, fruto do compromisso e dedicação dos profissionais de saúde, bem como da forte adesão dos cidadãos”, salienta a DGS.Estima-se que em 2017, tenham sido administradas, em campanha, mais cerca de 40 mil doses de vacinação contra o sarampo, parotidite epidémica e rubéola (VASPR), em comparação com o ano anterior (21%), a maioria (79%) a adultos.Os dados indicam que a cobertura vacinal para a primeira dose da vacina contra o sarampo, avaliada aos dois anos, foi de 98%, e, para a segunda dose, nos menores de 18 anos, variou entre 96% e 98%, coberturas mais elevadas do que as verificadas no ano anterior. “No entanto, continuam a registar-se valores abaixo da meta em algumas áreas do país”, observa. Os surtos de sarampo que ocorreram em Portugal no último ano vieram chamar a atenção para a importância da vacinação atempada, especialmente até aos 12 meses, tendo sido “intensificados os esforços do Programa para convocar todas as pessoas com esquema vacinal em atraso”, acrescenta.O boletim salienta que “a elevada cobertura vacinal e a implementação precoce de medidas de controlo contribuíram para a rápida interrupção da transmissão” da doença nas regiões do Algarve e de Lisboa e Vale do Tejo, onde foram registados sete e 20 casos, respetivamente, “menos de dois meses após deteção dos primeiros casos, respeitando-se assim os critérios para a manutenção do estatuto de eliminação do sarampo em Portugal”.Defende ainda que para a contenção e interrupção da circulação do vírus do sarampo é crucial uma elevada cobertura vacinal, “uma vigilância epidemiológica efetiva e a implementação precoce de medidas de controlo”.