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Dança

Coreógrafa Marie Chouinard dança “O Jardim das Delícias” de Bosch em Lisboa

A pintura "Jardim das Delícias", de Hieronymus Bosch, vai ser dançada no CCB, pela coreógrafa Marie Chouinard. Na coreografia, a representação do corpo humano vai ganhando múltiplas dimensões.

JAVIER LOPEZ/EPA

Autor
  • Agência Lusa

A versão para dança da pintura “Jardim das Delícias”, de Hieronymus Bosch, criada pela coreógrafa Marie Chouinard, vai ser apresentada no Centro Cultural de Belém (CCB), a 18 e 19 de maio, segundo a programação.

Integrado no Ciclo Hieronymus Bosch, o espetáculo lança mão de experiências artísticas com vários suportes, “como hipóteses de descoberta do paradoxo da vida, na qual a beleza e a violência podem ocorrer ao mesmo tempo”, de acordo com o texto online sobre a peça.

Na coreografia, a representação do corpo humano vai ganhando múltiplas dimensões na sua relação com a dinâmica do gesto, recorrendo ao vídeo, à voz, à poesia visual, a próteses e à manipulação em tempo real de som e imagem.

Nesta peça diretamente inspirada no “Jardim das Delícias”, de Bosch, Chouinard “procede a uma leitura virtuosa da pintura, em que a história da humanidade parece atravessar os corpos dos bailarinos, pondo em evidência o limite da representação figurativa nos movimentos coreográficos”.

Marie Chouinard assina a coreografia, a cenografia, o vídeo, o desenho de luz, os figurinos e adereços, e Louis Dufort a música original. A interpretação é de Sébastien Cossette-Masse, Catherine Dagenais-Savard, Valeria Galluccio, Motrya Kozbur, Morgane Le Tiec, Luigi Luna, Scott McCabe, Sacha Ouellette-Deguire, Carol Prieur e Clémentine Schindler. O espetáculo foi criado no Theatherfestival Boulevard, em Hertogenbosch, na Holanda, em 2016.

Uma produção Compagnie Marie Chouinard, em coprodução com a Fundação Hieronymus Bosch 500, na Holanda, que assinala o 500.º aniversário da morte do pintor. Após um percurso iniciado em 1978, em que se dedicou à criação de peças a solo, Marie Chouinard fundou, em 1990, uma companhia em nome próprio.

Logo no seu primeiro trabalho, “Les Trous du Ciel”, de 1991, e no seguinte, de 1993, “The Rite of Spring”, com música de Stravinski, ficaram reveladas as preocupações, interesses e experiências que iriam marcar uma linguagem muito pessoal da coreógrafa canadiana.

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