Paulo Fonseca entrou de forma inevitável na história da presente edição da Liga dos Campeões quando, após um triunfo caseiro frente ao Manchester City que valeu a passagem do Shakhtar Donetsk aos oitavos da competição, apareceu na sala de imprensa mascarado de Zorro (entre gargalhadas que nem ele nem os jornalistas conseguiram disfarçar). Promessa é promessa e o português cumpriu a su,a após alcançar o grande objetivo da equipa em termos europeus. “Sei que não acreditam nisso, mas vai mesmo acontecer”, tinha referido antes. E cumpriu. Na ronda seguinte, apesar do triunfo caseiro por 2-1, o conjunto ucraniano acabou por ser eliminado pela Roma, após uma derrota por 1-0 em Itália, mas nem por isso o técnico saiu do radar de algumas equipas europeias.

Do recorde de Ronaldo à conferência de Paulo Fonseca vestido de Zorro: a noite foi dos portugueses

No último mês ouviu-se um pouco de tudo. Stepanenko, um dos principais médios do Shakhtar, garantiu que o clube faria tudo para segurar o português. “Estou muito impressionado com este treinador: jovem, ambicioso, com uma vida correta e valores. Não é por acaso que tem vários clubes interessados em contratá-lo na Europa”, comentou ao Football Transfer. Mais recentemente, alguns órgãos ingleses falaram no interesse do Everton na contratação do técnico, adiantando que o mesmo recusara essa abordagem tendo em vista a possibilidade de ser escolhido para o Arsenal; em paralelo, o seu nome surgiu como hipótese para o Nápoles, caso Maurizio Sarri saia. No meio disto, a única coisa que Paulo Fonseca admitiu (e partilhou) foi… estar a aprender a tocar bateria.

Com melhor ou pior música, a verdade é que o palco continua a ser do antigo treinador de P. Ferreira, FC Porto (tinha ganho a última prova dos dragões antes deste Campeonato, a Supertaça de 2013) ou Sp. Braga (onde venceu a Taça, derrotando na final os azuis e brancos), entre outros: depois de ter conseguido Campeonato, Taça e Supertaça da Ucrânia na primeira temporada no Leste, Paulo Fonseca voltou a conquistar esta quarta-feira a Taça, após vencer o rival direto Dínamo Kiev por 2-0 com golos de Facundo Ferreyra (47′) e Yaroslav Rakitskiy (61′).

O triunfo tem uma outra carga em termos históricos: com a vitória em Dnipropetrovsk, e tomando com referência a independência da Ucrânia, em 1991, o Shakhtar Donetsk voltou a ter mais Taças do que o Dínamo Kiev (12-11). E a semana de sonho não fica por aqui – depois do triunfo caseiro com o Zorya no último fim de semana, o conjunto de Paulo Fonseca ficou apenas a três pontos de assegurar a revalidação do Campeonato (recebe o Veres, atual sexto classificado). No final da época, logo se verá que música (e em que língua) tocará o técnico de 45 anos.