Moçambique

Urna de Dhlakama em câmara ardente no largo da estação ferroviária da Beira

A urna de Dhlakama vai permanecer em câmara ardente para as cerimónias fúnebres no largo da estação ferroviária da Beira. Um cortejo fúnebre escoltado pela Polícia percorreu parte da cidade.

RICARDO FRANCO/LUSA

Autor
  • Agência Lusa

A urna de Afonso Dhlakama, presidente da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), chegou esta quarta-feira ao princípio do dia ao largo da estação ferroviária da cidade da Beira, onde vai permanecer em câmara ardente para as cerimónias fúnebres.

O carro funerário deu entrada no recinto, especialmente preparado para o efeito, às 8h53 (menos uma hora em Lisboa), numa altura em que o espaço se encontrava parcialmente preenchido e em que várias pessoas ainda se dirigiam a pé para o largo.

Um cortejo fúnebre escoltado pela Polícia da República de Moçambique (PRM) percorreu parte da cidade desde a capela do Hospital Central da Beira até ao local, onde o corpo do líder da oposição é velado por quatro membros das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).

Na cerimónia que vai decorrer durante manhã, organizada em conjunto pelo Governo moçambicano, família de Dhlakama e Renamo, está prevista a apresentação de condolências à família por várias figuras públicas, políticos, membros do corpo diplomático, entre outras personalidades.

O elogio fúnebre, previsto para as 11h, será feito pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, com o qual Afonso Dhlakama acordou desde final de 2016 um cessar-fogo nas hostilidades no centro do país entre o braço armado da Renamo e as forças armadas moçambicanas.

Ambos iniciaram conversações diretas que levaram o chefe de Estado por mais de uma vez ao refúgio do presidente da Renamo, na Serra da Gorongosa, e que, segundo ambos, estavam bem encaminhadas para se alcançar um novo acordo de paz.

A intervenção de Filipe Nyusi nas cerimónias será a última após uma sequência de mensagens de condolências feitas por representantes da família, da Renamo e de outras entidades. Afonso Dhlakama vai ser sepultado na quinta-feira na sua terra natal, Mangunde, cerca de 300 quilómetros a sudoeste da Beira. O Governo moçambicano anunciou na sexta-feira que o presidente da Renamo receberia um funeral oficial ao abrigo do estatuto de líder da oposição.

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