A polícia brasileira efetuou na quinta-feira à noite uma reconstituição do assassínio, no local do crime, da vereadora Marielle Franco, no centro do Rio de Janeiro, quase dois meses após o crime que chocou o Brasil. As autoridades recriaram a cena do crime na esperança de descobrirem provas sobre o autor do homicídio de Marielle Franco, baleada com quatro tiros na cabeça, durante a noite de 14 de março.

“Durante a reconstituição, poderão ser disparados tiros em alguns lugares (…) É por isso que o acesso de peões e de veículos será bloqueado em toda a área”, explicou a polícia local num comunicado, antes da realização da reconstituição.

Na quinta-feira, o ministro da Segurança Pública brasileiro afirmou ao ‘site’ Uol que o inquérito sobre o assassínio da vereadora brasileira está quase terminado: “A investigação está em fase de conclusão. Acredito que em breve teremos resultados”, declarou Raul Jungmann, algumas horas antes da reconstituição.

Marielle Franco, vereadora do Rio de Janeiro e envolvida na luta contra o racismo, a homofobia e a violência policial, foi morta no dia 14 de março com quatro tiros na cabeça, aos 38 anos. O carro onde se encontrava ficou cravado de balas e o motorista foi igualmente abatido. A sua morte causou emoção no Brasil e fora dele, mas ainda não foi detido nenhum suspeito.