Rádio Observador

Ford

Um “SUVezinho” com preços a partir de 18.000€

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A Ford está a apostar as fichas todas nos SUV. Já tinha na sua gama o Ecosport, com 4 metros de comprimento. Agora junta-lhe a versão Active do Fiesta, com a mesma bitola, mais ágil e menos volumoso.

Se a moda é produzir modelos com ar de SUV – porque é exactamente isso que atrai os clientes nos dias que correm –, então os responsáveis da Ford estão apostados a surfar a onda mesmo até à praia. Já tinham na gama Sport Utility Vehicles de todos os tamanhos e feitios, com destaque para o pequeno Ecosport , que representa o fabricante americano no segmento dos pequenos SUV, para rivalizar com modelos como o Renault Captur, Peugeot 2008 e Seat Arona. Mas isso não impediu o construtor americano de conceber mais um modelo com ar mais radical, mas menos alto, para os que não querem abrir mão da agilidade e prazer de condução.

Em abono da verdade, a Ford não apelida o Fiesta Active de SUV, denominando-o antes de crossover, pois na realidade é apenas uma versão do Fiesta, mas mais alta, com plásticos a proteger os guarda-lamas e as zonas inferiores dos pára-choques, e barras no tejadilho. Da mesma forma que concebeu as versões Active com base no Ka+ e Focus (o primeiro a chegar a Portugal no Verão, e o segundo lá para o final do ano), o Fiesta Active é o utilitário com mais capacidade para circular fora da estrada, mas com cuidado, tanto mais que o Fiesta é o Active que ganha menos altura face às versões normais, uma vez que a plataforma só lhe permite ganhar 18 mm (contra 23 mm no Ka+ e 30 mm no Focus).

O ganho em altura foi conseguido parcialmente à custa das molas (7 mm), mas sobretudo graças à subida dos pratos das molas, com a Ford a montar pela primeira vez amortecedores com batentes hidráulicos, que permitem conforto em condições normais, para depois endurecerem junto ao final do curso, sem contudo permitir (ou a dificultar) que o amortecedor feche por completo, obrigando o carro a saltar. Outra das novidades é os três modos de condução (Normal, Eco e Slippery Drive) a agir apenas sobre a gestão do motor e travando a roda que patina, com o Slippery a ser a estreia e específico para o Active, de forma a permitir-lhe mais à vontade em pisos mais escorregadios.

De todas as formas, nada de pensar ir fazer o Dakar, ou até à caça, pois a maior altura ao solo não é muita e o Fiesta Active monta pneus de asfalto, pelo que um buraco maior facilmente obriga a um investimento num pneu novo, ou também numa jante, se o abuso for mais significativo. A boa notícia é que em estrada ou em meio urbano, onde o Active deverá ser utilizado por 99,9% dos condutores, o crossover nem se distingue dos Fiesta normais. É certo que estamos sentados ligeiramente mais acima, mas muito pouco, sem que o conforto ou a capacidade de curvar a um ritmo mais vivo se ressintam.

Conduzimos a versão Active+ (existe outra com menos equipamento, denominada apenas Active), com o motor 1.5 TDCi de 120 cv de quatro cilindros, o mais possante a gasóleo. Com boa resposta a baixo regime, o que se esperava uma vez que o Active pouco pesa a mais (72 kg), quando comparado com o Fiesta normal de cinco portas, o motor sobe depois de regime com agilidade, até alcançar a velocidade máxima, que é de 190 km/h, em vez dos 195 km/h do Fiesta, devido à diferença na altura e aplicações em plástico na frente e guarda-lamas. O acréscimo do peso é igualmente o responsável por este Active anunciar 9,4 segundos de 0-100 km/h, em vez dos 9,0 segundos da versão normal do utilitário da Ford.

O Fiesta Active chega a Portugal ainda durante o mês de Maio, por valores que arrancam nos 18.320€, correspondentes ao Active 1.0 EcoBoost de 85 cv, versão que não parece muito interessante, uma vez que o mesmo motor com 100 cv exige apenas mais 457€. O motor 1.5 TDCI de 85 cv é a versão a gasóleo mais acessível, proposta por 21.884€. O Active+, o mais equipado, custa em média mais 1.400€, compensando no equipamento e na estética, sobretudo graças às jantes maiores e pneus mais largos. A Ford, em termos globais, pretende que o Active represente 15% da vendas da gama, o que poderá ser um objectivo algo optimista, não só porque não há grande tradição no consumo destas versões mais altas de veículos normais – a VW tentou algo similar com sucesso relativo –, como a diferença para o Ecosport é mínima, em termos de preço.

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