De 2001/02 até hoje, apenas por quatro vezes Benfica e Sporting não se cruzaram na Taça de Portugal, da segunda eliminatória à final. E se a isso juntarmos os jogos do Campeonato, da Taça da Liga, da Supertaça e da Taça de Honra, o Multiusos de Gondomar recebeu um dérbi que se tornou um clássico: na meia-final da prova rainha, os leões levaram a melhor frente aos rivais encarnados por 4-2 no 90.º confronto desde 2001 e disputam este domingo o jogo decisivo com o Fabril.

O dérbi que começa a ser um clássico: Sporting-Benfica nas meias-finais da Taça de futsal

Ao contrário do que aconteceu no último encontro entre os dois conjuntos, que terminou com um empate a duas bolas na Luz, o Sporting teve uma entrada bem mais forte e podia ter chegado com uma vantagem mais dilatada ao final dos primeiros cinco minutos: depois do 1-0 por Diogo, num livre direto após falta de Bruno Coelho sobre Cavinato onde Roncaglio não ficou nada bem na fotografia (3′), o guarda-redes encarnado redimiu-se e fez duas grandes intervenções a oportunidades flagrantes de João Matos (4′, após erro de Robinho em zona proibida) e Merlim (5′, na sequência de trabalho individual).

Aos poucos, o Benfica foi conseguindo provocar outro tipo de problemas aos leões em termos defensivos e, por duas ocasiões, Raúl Campos (7′) e Fernandinho (8′) falharam por pouco no último toque a baliza de André Sousa. Aos 11′, após um lance onde o Sporting partia em vantagem numérica mas que foi cortado no meio-campo, Fábio Cecílio obrigou o guarda-redes verde e branco à primeira grande intervenção da tarde, tendo mesmo de ser assistido depois ao ombro direito. Pouco depois, a grande contrariedade para o conjunto comandado por Joel Rocha: Roncaglio subiu ao meio-campo para o 5×4 habitual, tentou o remate de longe mas acabou por lesionar-se na zona da virilha, sendo substituído pelo jovem Cristiano (13′).

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Ainda antes do intervalo, André Sousa tirou duas vezes o empate a Deives no seguimento de lances de estratégia (na segunda, o campeão europeu de seleções contou ainda com o auxílio do poste) e Divanei tentou com perigo o 2-0 mas a curiosidade foi outra: provavelmente por ter estado no Dragão Caixa a acompanhar a meia-final da Liga Europeia de hóquei em patins entre Sporting e FC Porto (triunfo dos dragões), a maior parte dos adeptos verde e brancos chegou em cima do descanso.

Logo a abrir a segunda parte, e já depois de terem subido as linhas de pressão, os encarnados conseguiram chegar ao empate através de um remate de longe de Robinho (23′), que no minuto seguinte viu André Sousa negar-lhe a reviravolta depois de mais um bom trabalho individual que o deixou em situação de 1×0 em zona lateral. No entanto, seria o Sporting de novo a adiantar-se no marcador, com Dieguinho a roubar a bola e a assistir Cavinato para o 2-1 (26′). Logo a seguir, Miguel Ângelo perdeu a bola em zona proibida e Deo aumentou a vantagem com um remate muito colocado ao ângulo.

O Benfica começou a arriscar tudo nos últimos dez minutos, altura em que Merlim teve mais uma jogada genial mas Cardinal, sem guarda-redes na baliza, encostou ao lado da baliza de Cristiano. Não foi aí mas não demorou: João Matos, após uma insistência ao segundo poste, elevou o resultado para 4-1 (31′). O Benfica arriscou o 5×4 com guarda-redes avançado mas conseguiu apenas reduzir para 4-2 por Tiago Brito, a menos de quatro minutos do final.

No outro encontro, o Fabril conseguiu surpreender o favorito Modicus, vencendo por 3-2 após ter saído a perder ao intervalo por 2-1. Fassy começou por dar vantagem ao conjunto do Barreiro (12′), mas Coelho e Fábio Lima, no mesmo minuto (19′), deram a volta. No segundo tempo, André (28′) e Parente (39′) fizeram a histórica reviravolta para o Fabril, conjunto que terminou a fase regular do Campeonato na penúltima posição mas conseguiu agora uma presença na final da Taça (12h30).